Monthly Archives: Junho 2015

Alunos brasileiros terminam formação na UAlg e levam Faro no coração

No passado dia 22 de junho realizou-se, na Sala de Seminários da Reitoria, a sessão de encerramento do Programa de Licenciaturas Internacionais (PLI). Provenientes da cidade de Santarém, interior do Estado do Pará, Brasil, sete estudantes do curso de Letras (português-inglês) da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) terminaram, este ano letivo, o programa na Universidade do Algarve.

Durante os últimos dois anos, estes alunos frequentaram o curso de licenciatura em Línguas, Literaturas e Culturas da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS) da UAlg e agora voltam à UFOPA para terminar o seu ciclo de estudos.

Para Samuel Cardoso, um dos alunos PLI, esta experiência foi uma das melhores da sua vida. “Poder estudar a minha área aqui, foi e é uma experiência fantástica. Na minha opinião, todas as expectativas que tinha em relação ao curso e em estudar na Europa, “foram superadas e só tenho de agradecer à Universidade.” Samuel acredita que a UAlg é “o melhor lugar para estudar”, pois, nas suas palavras, é uma Universidade onde há “bastante «amor» que trespassa a sala de aula ou a burocracia do dia-a-dia.”

Já Lucenir Ferreira afirma que volta para o Brasil com a bagagem cheia “não só de roupa mas de conhecimento e amizade, que vai levar para a vida inteira”. Estar aqui, refere, “foi uma honra”.

Mostrando concordância com os seus colegas, também Márcia Lima, jornalista experiente da Rede Globo, revela que esta experiência foi “uma oportunidade única, não vislumbrada por nós”, salientando que nunca imaginou sair de Santarém do Pará para outro país.

Na opinião dos vários alunos do programa PLI, o conhecimento apreendido, as amizades e a oportunidade de conhecer diversos países da Europa foram aspetos fulcrais, que muito contribuíram para tornarem esta oportunidade numa experiência única.

O Programa de Licenciaturas Internacionais, financiado pelo governo brasileiro, através da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (CAPES), tem por objetivo formar professores brasileiros do ensino básico e médio, selecionando projetos de parceria entre universidades portuguesas e brasileiras.

A nível nacional, a coordenação deste projeto está a cargo do Conselho de Reitores da Universidades Portuguesas (CRUP), sendo a UAlg uma das dez universidades portuguesas que integram este programa.

Para o próximo ano letivo já foram apresentados 15 projetos, de 13 universidades brasileiras, que envolvem a Universidade do Algarve.

Além de integrar o Programa de Licenciaturas Internacionais, a Universidade do Algarve também recebe estudantes brasileiros, através de programas de mobilidade e de intercâmbio em todos os graus de ensino e através do Estatuto do Estudante Internacional, para licenciaturas e mestrados integrados, tendo, no presente ano letivo, mais de uma centena de estudantes oriundos do Brasil.

Relativamente aos candidatos com nacionalidade brasileira que tenham frequentado o Ensino Médio no Brasil, e que ingressem na UAlg através do Concurso Especial para Estudantes Internacionais,  podem concorrer com os resultados obtidos no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), em virtude de um protoloco celebrado entre esta Instituição e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP), sendo que na primeira fase registaram-se 132 candidaturas por parte desses alunos e na segunda 313.

A terceira fase de candidaturas estará aberta entre os próximos dias 2 e 17 de julho, ver mais aqui.

Homenagem a Albano Cordeiro Estrela e Maria Odete Valente

O Dia do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa (IE-ULisboa), que se assinala a 8 de julho, constitui um momento de apresentação do trabalho desenvolvido pelos seus investigadores, docentes e alunos nos últimos anos. Um ponto alto deste dia comemorativo será a homenagem aos Professores Albano Cordeiro Estrela e Maria Odete Valente, duas figuras marcantes da Educação em Portugal.

O IE-ULisboa é uma escola da Universidade de Lisboa que se dedica ao ensino, investigação e intervenção no campo da educação e da formação, constituindo-se hoje como uma referência a nível nacional. As comemorações do Dia do IE serão uma oportunidade para envolver toda a comunidade académica e ainda os antigos alunos e outras entidades que atuam na área da
educação e da formação.

Durante a cerimónia, integrada no VI Fórum de Jovens Investigadores, serão distinguidos os alunos com melhores desempenhos académicos em 2014 dos diversos ciclos do Instituto de Educação, com a entrega dos Prémios IE / CGD.

A cerimónia do Dia do IE conta ainda com a intervenção do Reitor da Universidade de Lisboa, Professor Doutor António Cruz Serra, e do Reitor Honorário da Universidade de Lisboa, Professor Doutor António Sampaio da Nóvoa.

A sessão encerra com uma atuação das Tunas e um Porto de Honra.

Universidade Europeia e Amadeus assinam protocolo de cooperação para a formação e emprego

Parceria vai permitir aos estudantes receber apoio e formação em Tecnologias de Informação para o sector do Turismo e fazer estágios na empresa líder mundial de soluções de TI para a indústria de viagens.

A Universidade Europeia, que pertence à Laureate International Universities, o maior grupo mundial de ensino superior, e a Amadeus, líder mundial no fornecimento de soluções de TI para a indústria de viagens, acabam de assinar um protocolo que permitirá aos estudantes receber formação ou frequentar programas relacionados com o sector do Turismo, usufruir de tecnologia e serviços de apoio nesta área bem como fazer estágios curriculares nesta empresa que está presente em 217 mercados.

Sendo a Amadeus uma empresa global e de referência na indústria de viagens e tendo a Universidade Europeia uma forte componente na área do Turismo, acreditamos que esta parceria irá oferecer ferramentas muitas importantes aos nossos estudantes, deixando-os mais preparados para desempenharem funções nos mais variados contextos da indústria da hospitalidade e turismo”, afirma Tawfiq Rkibi, Reitor da Universidade Europeia.

As duas entidades comprometem-se ainda a promover investigação participada que permita elevar o conhecimento sobre um sector que marca o crescimento de Portugal.

A Universidade Europeia possui uma forte componente formativa na área do Turismo, com licenciaturas em Turismo e Gestão Hoteleira, pós-graduações em Gestão Hoteleira e E-Tourism e um doutoramento em Gestão do Turismo (numa parceria com o ISCTE). Os estudantes da Universidade Europeia podem ainda completar os seus estudos em escolas de excelência na área da ‘hospitality’ como Glion e Les Roches (Suíça), Kendall College (Estados Unidos) e Blue Mountains (Austrália), que integram a rede científica internacional da Laureate International Universities.

ISEG/IDEFE e Beta-i juntas em Pós Graduação “Prospectiva, Estratégia e Inovação”

A Beta-i e o ISEG/IDEFE estabeleceram uma parceria no âmbito da sua Pós-Graduação “Prospectiva, Estratégia e Inovação” (PEI). Através deste protocolo, a Beta-i passa a ter um papel na dinamização da rede de alumni do PEI, permitindo aos alunos do PEI poderem estagiar na Beta-i e ter acesso à rede de recursos da Associação de Empreendedorismo. Da mesma forma, os projetos de inovação da Beta-i passam a poder contar com a colaboração dos consultores especializados que compõem a rede de alumni desta formação.

A Pós-Graduação em “Prospetiva, Estratégia e Inovação” é uma formação avançada com um sólido currículo nos domínios da Estratégia, Inovação e Empreendedorismo, Planeamento por Cenários, Design Thinking, Ferramentas de Gestão, Liderança, e Competitive Intelligence, entre outros. O programa termina com quatro LABS e inclui dois estágios em duas das empresas parceiras.

No âmbito desta parceria, realizar-se-á também um evento kick-off alumni PEI a realizar na Beta-i, no início de Outubro, em torno da temática geral da inovação e empreendedorismo, bem como uma talk Beta-i, especialmente para os alunos do PEI. A parceria inclui ainda descontos especiais para colaboradores Beta-i e intercâmbio entre alumni PEI, e empreendedores e empresas parceiras da Beta-i. As candidaturas para a 9º edição do PEI estão abertas e a Pós Graduação arranca no início do próximo mês de Outubro.

Pedro Rocha Vieira, Presidente da Beta-i e ex-aluno da primeira edição da PEI, sublinhou: “A Beta-i tem todo o interesse nesta parceria pela proximidade a uma rede como os alumni PEI, pois são recursos à partida capacitados e motivados para a tipologia de projetos que desenvolvemos. Gerimos vários projetos de inovação internos e com clientes que necessitam de competências nas áreas da estratégia e prospectiva, que podem beneficiar do input especializado dos alumni PEI”.

Paulo Soeiro de Carvalho, Coordenador Científico da Pós Graduação, concluiu: “Acreditamos que esta nova parceria com a Beta-i será de grande valor acrescentado para os nossos alunos e alumni. Esta é a oportunidade pra se envolverem em projetos de inovação e empreendedorismo e aumentarem a rede com contactos de empreendedores, investidores e mentores que lhes poderão vir a ser muito úteis.”

Universidade do Porto oferece à cidade um parque verde de 3 hectares

Na próxima quinta-feira, dia 2 de julho, a  vai oferecer um parque verde de 3 hectares à cidade do Porto. Às11h30, o Reitor da U.Porto, Sebastião Feyo de Azevedo, e o Presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, vão inaugurar o novo Parque da Quinta de Lamas (na Asprela, junto à Faculdade de Engenharia), construído pela Universidade do Porto e cofinanciado pelo Banco Santander Totta.

 

Entre as faculdades de Engenharia (FEUP) e de Economia (FEP), num terreno que se encontrava maioritariamente abandonado e sem utilização, localizado, a Universidade do Porto criou um novo espaço verde aberto a toda a população, com mais de 18.000 metros quadrados de área relvada e 700 árvores e arbustos plantados, zonas de desporto informal, percursos pedonais e um troço da Ribeira da Asprela, que ali passava entubada e agora corre a céu aberto, com leito e margens naturalizados.

 

Uma empreitada que teve o custo total de 809 mil Euros, cofinanciados inteiramente pela Universidade do Porto e pelo Banco Santander Totta, ao abrigo do convénio de cooperação mecenática estabelecido entre a universidade e aquela entidade bancária.

 

Desta forma, a Universidade do Porto contribui diretamente para a requalificação do espaço público do polo universitário da Asprela, garantindo novos espaços de fruição e lazer para a sua comunidade académica e para a população da cidade. Uma contribuição que a Universidade irá prosseguir com a segunda fase da construção do Parque da Quinta de Lamas, cujo lançamento acontecerá nesta mesma cerimónia.

 

A cerimónia de inauguração irá decorrer no próprio Parque da Quinta de Lamas, imediatamente em frente à entrada da Faculdade de Engenharia (Rua D. Frei Vicente da Soledade e Castro). Após as intervenções do Reitor da U.Porto, do Presidente do Banco Santander Totta e do Presidente da Câmara Municipal do Porto e a assinatura do protocolo de lançamento da segunda fase do projeto, a comitiva fará uma visita guiada aos espaços do Parque, onde estarão já a decorrer atividades desportivas e de animação de rua.

Docente da ESTM/IPLeiria nomeado presidente  da Associação Euro-Asiática de Estudos em Turismo

Francisco Dias, docente e investigador do Grupo de Investigação em Turismo (GITUR) da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar, do Instituto Politécnico de Leiria (ESTM/IPLeiria), foi eleito presidente da Euro-Asia Tourism Studies Association (EATSA), para o triénio 2015-2018. A EATSA, recentemente formalizada, pretende colmatar uma lacuna ao nível da investigação em turismo e da cooperação em rede, a nível internacional e multicontinental.

O investigador comenta que «esta nomeação foi uma consequência natural do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido há já algum tempo. Na qualidade de diretor da revista European Journal of Tourism, Hospitality and Recreation (EJTHR), editada pelo GITUR, há cinco anos que dedico aproximadamente metade do meu tempo de trabalho à cooperação internacional. Isto permitiu-me ir consolidando relacionamentos, acumulando créditos e criando uma equipa internacional, pelo que a criação da Euro-Asia Tourism Studies Association (formalizada em junho) e a minha eleição para presidente, constitui um corolário lógico de todo um trajeto consistente.»

Sobre a pertinência do projeto, o investigador do IPLeiria explica que «apesar de existirem várias organizações de turismo, não existem organizações internacionais globais ou multicontinentais vocacionadas para a implementação de uma agenda internacional de investigação em turismo, que seja ao mesmo tempo um player global e uma voz credível a nível mundial. São geralmente as multinacionais de consultoria de marketing que apresentam estudos globais, que além de não serem isentos, não suprem completamente a necessidade de informação neste domínio, até ao nível dos rankings internacionais, que, apesar de todas estas falhas que todos conhecemos, são tidos como referência pelos governos e pelos media. É missão da EATSA colmatar esta evidente lacuna e contribuir para a investigação nesta área, de uma forma como não existia antes, e a nível global.»

O investigador explica que «o que queremos é que na área de investigação o setor do turismo funcione de modo integrado, e não em centros de investigação dispersos, que operam isoladamente, com agendas próprias e sem uma visão global dos fenómenos. Nenhuma universidade ou centro de investigação, por mais competente que seja, pode realizar estudos globais, e é aqui que entra a Associação.»

Uma associação vocacionada para dignificar a investigação em turismo

A vocação global da EATSA está evidente no seu ADN – investigar em turismo. A Associação produziu efeitos logo à nascença através da elaboração da Declaração de Taipé, um documento sobre os princípios éticos na investigação em turismo, que constitui o Ato Fundador da Associação. «Trata-se de um documento inédito para a comunidade científica do turismo a nível mundial, que se assume como quadro ético-normativo da EATSA, e cuja função consiste em dignificar os estudos de turismo», explica Francisco Dias.

«Queremos demonstrar que a EATSA não é apenas mais uma organização disposta a inundar o mercado das conferências científicas, mas sim uma organização que cumpre uma função há muito necessária para a dignificação da investigação do turismo enquanto fenómeno global, função cumprida por exemplo com o Fórum de Colaboração Internacional, que aconteceu a 8 de junho (no âmbito da Conferência Inaugural da EATSA), uma espécie de “feira de ideias”, na qual dezenas de investigadores apresentaram ideias e projetos de investigação, com o intuito de os estender a outros países, através da criação de novas redes de cooperação.»

A EATSA tem-se focado em estudos em rede, envolvendo investigadores de muitos países da Europa e da Ásia, para a avaliação da competitividade de destinos turísticos; criação de modelos de governança para destinos inteligentes (Smart Destinations), e criação de um modelo comum para a avaliação das atividades recreativas em parques naturais.

Para o triénio à frente da EATSA, Francisco Dias definiu algumas metas: promover a investigação em rede, apoiando a implementação de projetos internacionais na zona Euro-Asiática, com especial incidência nos estudos comparativos focados em problemas globais; promover as boas práticas nos domínios da educação e da formação em turismo; e promover o diálogo entre especialistas das diversas disciplinas científicas que produzem conhecimento na área do turismo, com o objetivo de criar modelos mais holísticos e integradores. Estabelecer pontes sólidas entre o meio académico, os decisores institucionais e os principais players da indústria; valorizar os estudos dos membros da EATSA; e realizar encontros internacionais para produção de know-how, são também objetivos da Associação.

Para 2016 está agendada a segunda conferência anual da EATSA, que acontecerá em Portugal. «A candidatura que apresentei em Taiwan para recebermos este evento é verdadeiramente histórica, uma vez que conta com o apoio dos coordenadores de licenciaturas, mestrados e doutoramentos de 30 universidades e institutos politécnicos portugueses, sendo que a própria Conferência será realizada por um consórcio composto pelo IPLeiria, a Universidade de Lisboa e a Universidade de Coimbra», explica o docente do IPLeiria, concluindo que «esta cooperação e coordenação em prol da investigação é uma expressão visível do ADN da EATSA no nosso País».

UMinho e FLAD lançam debate sobre governação eletrónica 

A Universidade do Minho e a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) promovem esta terça-feira, dia 30, às 19h15, no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa, um jantar-debate dedicado ao tema “Os Desafios de uma Governação para o Século XXI”. A iniciativa conta com a participação do vice-primeiro-ministro Paulo Portas como orador, a apresentação do reitor da UMinho, António M. Cunha, e a moderação do diretor do Expresso, Ricardo Costa.

Iniciativa decorre amanhã, dia 30, em Lisboa, com a presença do vice-primeiro-ministro Paulo Portas

Este evento realiza-se no âmbito da apresentação do relatório “EGOV em Portugal: Situação, Desafios e Estratégias”, celebrando a instalação da United Nations University – Operating Unit in Policy-driven Electronic Governance (UNU-EGOV), no campus de Couros da UMinho, em Guimarães.

A UMinho lança, assim, uma plataforma para a inovação em Governação Eletrónica, que visa articular diferentes parceiros e promover o potencial de investigação, formação e internacionalização nesta área. Pretende-se projetar a região e o país como polo de excelência mundial em Governação Eletrónica na tripla perspetiva das políticas, tecnologias e estratégias.

Investigadora da UC distinguida internacionalmente por estudo do metabolismo ósseo no âmbito da osteoporose pós-menopausa

 

A investigadora Ana Maria Silva, do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC), foi galardoada com o “Prémio de Jovem Investigadora” pelo trabalho que avaliou, pela primeira vez, o contributo do metabolismo das células ósseas na osteoporose após menopausa.

A importância de investigar a relação entre a menopausa e a osteoporose espelha-se nas prevalências desta condição óssea que afeta 17% das mulheres portuguesas, em comparação com 2,6% dos homens, segundo dados da Sociedade Portuguesa de Reumatologia de 2013. A diferença pode ser explicada pela menopausa, caraterizada por uma desregulação da remodelação dos ossos, com consequente diminuição da massa óssea.

O estudo, realizado num modelo animal, evidenciou que o decréscimo dos níveis da hormona estradiol altera o metabolismo das células ósseas, estando associado ao desenvolvimento de osteoporose, e que a reintrodução daquela hormona permite a recuperação do metabolismo normal das células.

A investigadora explica que «durante a menopausa o aparecimento da osteoporose pode estar associado a um declínio metabólico generalizado das células ósseas. Neste estudo a hipótese centra-se na alteração do metabolismo dos osteócitos (células ósseas) em dois cenários: na presença e ausência de estradiol em ratos. A condição de menopausa dos ratos foi mimetizada através da retirada dos seus ovários. O trabalho revelou, através dos dois cenários, que o estradiol tem um impacto marcante no metabolismo dos osteócitos.»

O trabalho tem vindo a ser realizado no CNC, no grupo de investigação “Mitocôndria, Metabolismo e Doença – Área de Menopausa, Envelhecimento e Metabolismo”, sob a orientação da investigadora Vilma Sardão.

O projeto de investigação envolve uma equipa interdisciplinar, incluindo investigadores do Centro para o Desenvolvimento Rápido e Sustentado do Produto do Instituto Politécnico de Leiria e da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

A distinção teve lugar no Quarto Encontro Conjunto da European Calcified Tissue Society (ECTS) e da International Bone and Mineral Society (IBMS), que decorreu em Roterdão, na Holanda.

“Verão na ULisboa”

De 29 de junho a 10 de julho, a Universidade de Lisboa (ULisboa) promove o “Verão na ULisboa”, uma iniciativa organizada em articulação com as suas Escolas que visa proporcionar aos alunos que no próximo ano letivo frequentarão o 8., 9.º, 10.º, 11º e 12º anos, a oportunidade de conhecer e experimentar o ritmo e o espírito da vida académica nas suas mais variadas facetas.

 

Esta iniciativa, com duração de duas semanas, tem como objetivo proporcionar aos jovens que pretendam no futuro seguir a vida académica uma experiência enriquecedora e suficientemente abrangente do ritmo e do espírito vivido nas Escolas da ULisboa. Todos poderão participar em múltiplas atividades de carácter científico (palestras, experiências, visitas e workshops), lúdico e desportivo.

Nesta edição, cerca de 1.100 alunos frequentarão um dos programas promovidos por 17 Escolas da ULisboa, permitindo-lhes descobrir a ciência e investigação que se desenvolve na instituição e os cursos que oferece. Diariamente, os jovens irão participar em tarefas práticas relativas aos cursos lecionados na ULisboa, sendo acompanhados por professores e estudantes da Universidade que os ajudarão a resolver os desafios colocados e responderão às suas dúvidas.

A semana de 29 de junho a 3 de julho contará com os alunos que no próximo ano letivo irão frequentar o 10.º, 11.º e 12.º anos, estando a semana de 6 a 10 de julho reservada aos alunos que no próximo ano letivo estarão no 8.º e 9.º anos.

 

No total existem dezoito programas à escolha na primeira semana, e seis na segunda.

 

As Escolas que participam nesta iniciativa são a Faculdade de Arquitetura, Faculdade de Belas-Artes, Faculdade de Ciências, Faculdade de Direito, Faculdade de Farmácia, Faculdade de Letras, Faculdade de Motricidade Humana, Faculdade de Medicina Dentária, Faculdade de Medicina Veterinária, Faculdade de Psicologia, Instituto de Ciências Sociais, Instituto de Educação, Instituto de Geografia e Ordenamento do

Território, Instituto Superior de Agronomia, Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, Instituto Superior de Economia e Gestão e Instituto Superior Técnico.

UAlg é parceira do maior projeto europeu de investigação marinha

AtlantOS, um dos maiores e mais ambiciosos projetos europeus de investigação marinha das últimas décadas, foi apresentado na semana passada, em Bruxelas. Contando com 62 parceiros, de 18 países, entre os quais a Universidade do Algarve, este projeto pretende definir a estrutura geral do novo sistema de observação oceânico europeu, desenvolvendo observações in-situ e sistemas de previsão para uma melhor gestão e exploração sustentável dos recursos marinhos.

A União Europeia financia o AtlantOS como parte do programa-quadro “Horizonte 2020”, com cerca de 20 M €, durante um período de quatro anos. O projeto é coordenado pelo Geomar Helmholtz Centre for Research Oceano Kiel.

Esta primeira reunião contou com a presença de Sigi Gruber, diretora da DG Investigação e Inovação, Comissão Europeia, Bélgica, e de Ricardo Serrão Santos, deputado do Parlamento Europeu e membro Comissão das Pescas. Segundo Sigi Gruber, AtlantOS é um projeto “bandeira” no universo do H2020, com um financiamento recorde na área do mar, dando corpo à declaração de Galaway ao incluir países como EUA, Canadá, Brasil, Argentina e África do Sul. A iniciativa tem como parceiros universidades, empresas e institutos, que representam o que melhor se faz a nível mundial em observação e previsão oceânica.

Concretamente, no que diz respeito à UAlg, a sua participação centra-se na demonstração de produtos finais para os utilizadores, tendo em conta a componente dos derrames de hidrocarbonetos. Neste âmbito, investigadores do Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA) da UAlg irão desenvolver sistemas de previsão e mapas de risco dinâmico de derrames de hidrocarbonetos, cruzando simulações hidrodinâmicas com as rotas dos navios, utilizando, para isso, os dados europeus disponíveis para todo o Atlântico. Este conceito será aplicado a todo o oceano, numa ótica de demonstração. A costa do Algarve terá um tratamento especial visto já existir muito trabalho de base desenvolvido pela equipa para esta região.

Segundo Flávio Martins, docente e investigador responsável pela coordenação deste projeto na UAlg, “os resultados finais do AtlantOS transcendem em muito as questões locais. Contudo, as mais-valias são garantidas pelo facto de termos uma equipa da UAlg no projeto que transferirá o conhecimento para a região”.

Paralelamente, a mesma equipa de investigação está a desenvolver um sistema de previsão marítima da costa do Algarve (SOMA), com valências não só na previsão do risco de derrames de hidrocarbonetos, mas também de outras aplicações para a economia local: aquacultura, pescas, turismo náutico, ecoturismo, ambiente, entre outras.