Daily Archives: 6 Julho, 2015

FCT-UNL lança calculadora de cursos para apoiar candidatos a escolher cursos

A FCT-UNL lança uma nova ferramenta que irá dar apoio  aos candidatos dos cursos de Engenharia e Ciências. A recém apresentada calculadora de cursos, tem por base a média e as notas mínimas de entrada, e o objetivo de auxiliar os futuros alunos a encontrar os cursos aos quais se podem candidatar, dando a conhecer todos os planos curriculares das licenciaturas e dos mestrados integrados.

Depois de introduzir a média final do ensino secundário e as notas dos exames nacionais realizados, são apresentados aos alunos os cursos aos quais se podem candidatar consoante as referidas premissas.

O resultado é uma lista de todos os cursos que se enquadram no perfil académico do candidato ao longo do ensino secundário e que melhor combinam as provas específicas realizadas. Em cada curso apresentado, os alunos podem clicar em “Saber Mais” de forma a aceder a toda a informação relevante.

Vacas fundeadas ao largo de Setúbal? Substituem carcaças de baleias para estudo sobre biodiversidade

O que faziam cinco vacas no fundo do mar, a mil metros de profundidade e em pleno canhão de Setúbal? Antes de serem totalmente digeridas pelas forças da Natureza, simulavam carcaças de baleia para darem à ciência respostas a um sem número de perguntas. Que ecossistemas se formam em torno de uma baleia morta? A carne é completamente devorada? Por quem? E os ossos? Desde 2011, ano em que as carcaças foram afundadas, a bióloga Ana Hilário visitou o que resta dos animais por duas vezes. Para a superfície, a investigadora da Universidade de Aveiro (UA) trouxe, para além da constatação de que há um verdadeiro festim em torno das carcaças, alguns vermes aquáticos até agora desconhecidos pela ciência.

A bióloga da UA, para além de ter encontrado um grande número de espécies novas para a ciência, “o que mais uma vez mostra a importância deste tipo de ecossistemas efémeros para a biodiversidade marinha”, encontrou também espécies que até agora só tinham sido encontradas noutros ambientes quimiossintéticos, como as fontes hidrotermais e as fontes frias. Um cenário que, garante Ana Hilário, mostra que as carcaças de mamífero “podem ser importantes como pontos de ligação entre ecossistemas quimiossintéticos que normalmente estão bastante afastados entre si pois permitem a manutenção de populações”.

Ainda a estudar e a catalogar todas as espécies recolhidas, a equipa de investigação do projeto CARCACE deu já a conhecer no último mês, na revista Systematics and Biodiversity, três espécies até agora desconhecidas de pequenos vermes marinhos, pertencentes ao género Ophryotrocha, que normalmente se encontram em zonas com grandes quantidades de matéria orgânica. Dezenas de outras aguardam já por publicação em revistas científicas.

Quem não tem baleia caça com… vaca

Os ecossistemas formados por carcaças de baleia no oceano profundo são, normalmente, encontrados por acaso durante mergulhos com submersíveis. Em alternativa, para os estudarem, os cientistas aproveitam as baleias mortas que dão à costa para as depositarem nos fundos oceânicos. Mas, não tendo sido possível coordenar a utilização de um navio com o arrojamento de uma baleia, o projeto CARCACE passou ao plano B: fundear carcaças de vaca para, pela primeira vez no Atlântico nordeste, estudar-se a biodiversidade que se forma junto de uma baleia morta nas profundezas do mar.

Porquê vacas e não outro mamífero qualquer? Ana Hilário, coordenadora da investigação, explica: “Os ossos das vacas são semelhantes, em termos composição química aos das baleias. Aliás, estudos anteriores, no Oceano Pacífico, já tinham comprovado que ossos de vaca têm energia suficiente para manter espécies que são encontradas em carcaças de baleia”.

Por todo o mundo, já foram identificadas mais de 400 espécies em carcaças de baleia, 30 das quais endémicas. No entanto, estes diversos e complexos ecossistemas têm sido muito pouco estudados no Atlântico nordeste, um cenário que o CARCACE pretende mudar.

Fundeadas em março de 2011, as cinco carcaças foram visitadas em agosto de 2012 e em junho de 2013. Na primeira vez os cientistas utilizaram o navio oceanográfico Almirante Gago Coutinho e, por sua vez, o submersível ROV Luso, numa colaboração com a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental. Na segunda descida às profundezas do canhão de Setúbal os investigadores embarcaram, primeiro, no navio de pesquisa Belgica e utilizaram o ROV Genesis, numa expedição em colaboração com a Universidade de Ghent (Bélgica).

Arca de Noé dos oceanos

“Quando visitámos a experiência em agosto de 2012 todos os tecidos moles das carcaças já tinham sido consumidos e portanto todas as amostras que recolhemos com os ROVs consistiam em ossos que foram trazidos para a superfície em caixas fechadas”, lembra Ana Hilário.

Apesar da bióloga apenas ter conseguido recolher amostras de ossos, ficando sem saber que espécies se alimentaram da carne, o que trouxe para a superfície foi suficiente para revelar um número de espécies elevado e comparável com o encontrado em carcaças de baleia noutras zonas do oceano profundo.

Entre espécies que se alimentam de restos de tecido das carcaças, espécies que abrigam no seu interior bactérias que vivem do enxofre resultante da degradação da carcaça, espécies sem sistema digestivo que dependem exclusivamente das suas volumosas “raízes” para penetrar no interior dos ossos e deles extrair lípidos e proteínas ou espécies que utilizam os ossos apenas como casa, uma carcaça de baleia é mesmo uma autêntica arca de Noé dos fundos marinho.

Perspetivas de gestão sustentável de negócio e tecnologia em análise na ESTM/IPLeiria

“Explorar as possibilidades para um crescimento sustentável da gestão de negócio e tecnologia” é a temática em análise na 17.ª edição da conferência internacional anual da Global Business and Technology Management (GBATA), na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM) do Instituto Politécnico de Leiria (IPLeiria). O encontro, que decorre de 7 a 11 de julho e conta com a participação de mais de 400 investigadores e empresários de cerca de 50 países, visa discutir diferentes perspetivas sobre temas emergentes relacionados com os desafios multiculturais, económicos, tecnológicos, sociais e legais da gestão empresarial.

«Este evento representa uma oportunidade única para a partilha e construção de conhecimento e de redes de contacto, constituindo um fórum científico internacional, onde conceituados investigadores das mais variadas áreas procuram debater os desafios que os mercados globais, em constante dinâmica, impõem às organizações e indústrias de hoje», refere Paulo Almeida, diretor da ESTM.

O programa da 17.ª edição da conferência anual da GBATA inclui a apresentação e debate de trabalhos científicos nas áreas da gestão, tecnologias de informação, turismo, direito, gestão da saúde, entre outros. Vários especialistas dinamizam sessões plenárias, em assuntos dedicados ao turismo e ao mar, e alguns empresários mostram as suas estratégias de negócio e os seus produtos.

Após esta sessão empresarial será realizada uma degustação gastronómica, que inclui a prova de bombons de aguardente, do Doce Lourinhã; azeite com algas, da empresa Nono Sentido – Alimentação e Bem Estar; PÃO D’ ALGAS, da Padaria/Pastelaria Calé; gelados, da Geladaria Emanha; entre outros produtos.

«Ao aliar-se à organização desta conferência internacional, o IPLeiria pretende também dar a conhecer os produtos portugueses inovadores, de qualidade,  e com capacidade de exportação», salienta Paulo Almeida. A GBATA é uma associação internacional, que integra cerca de 400 investigadores de instituições de ensino de mais de 40 países, e apresenta trabalhos inovadores, como incentivo para uma investigação multidisciplinar.

Convidamos os senhores jornalistas a acompanhar a 17.ª Conferência Internacional da GBATA, que se realiza nos dias 7 a 11 de julho, no auditório principal da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar, em Peniche.

13ª Open and User Innovation Society Meeting 2015

A Católica Lisbon School of Business & Economics tem o prazer de convidá-lo (a) para a 13ª Open and User Innovation Society Meeting | OUI2015 a realizar nos próximos dias 13, 14 e 15 de Julho, a partir das 09h30, na Fundação Calouste Gulbenkian. A OUI é a mais importante conferência mundial sobre Inovação Aberta e de Utilizadores, reunindo anualmente cerca de 200 investigadores de várias áreas do conhecimento desde a gestão de inovação, saúde, gestão estratégica, organização, design, marketing, empreendedorismo ou políticas públicas. Estes investigadores reúnem-se anualmente para partilharem inovadoras descobertas e planos relacionados com Open and User Innovation. O evento é habitualmente realizado nos Estados Unidos em grandes Universidades como Harvard Business School e pelo MIT e é desta vez organizado em Portugal pela CATÓLICA-LISBON.

A iniciar estes três dias de partilha de inovação irá decorrer também a cerimónia de entrega de prémios Patient Innovation Awards, a realizar no dia 13 de Julho de 2015, entre as 9:30 e as 12:00, no Auditório 2 da Fundação. A lista de oradores desta conferência de abertura inclui o Comissário Europeu Engº Carlos Moedas, Prof. Eric von Hippel (MIT) e os seis vencedores do concurso oriundos do Canadá, EUA, Israel, Reino Unido e Portugal. O Patient Innovation Awards contou com mais de 200 inovações a concurso e recebeu o Alto Patrocínio de Sua Excelência O Presidente da República. A entrega de prémios será feita por apoiantes da iniciativa incluindo a Prof. Carliss Baldwin (Harvard), entre outros.

O Patient Innovation é uma plataforma internacional, multilingue e sem fins lucrativos que tem como objetivo facilitar a partilha de soluções inovadoras desenvolvidas por doentes e cuidadores de qualquer doença.

As crianças portuguesas estão cada vez mais sedentárias, conclui estudo desenvolvido pela UC

As crianças portuguesas, entre os 7 e os 9 anos de idade, estão cada vez mais sedentárias, o que constitui um elevado risco para a obesidade infantil e outros indicadores de saúde, conclui um estudo desenvolvido por uma equipa de investigadores do Centro de Investigação em Antropologia e Saúde (CIAS) da Universidade de Coimbra (UC).

Partindo do limite estipulado pela Academia Americana de Pediatria – as crianças não devem ultrapassar duas horas por dia a ver televisão –, o estudo comparou os comportamentos sedentários das crianças portuguesas entre 2002 e 2009, por nível socioeconómico dos pais.

A pesquisa, financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), envolveu 9.032 crianças, de escolas de todo o país, e foi apresentada na conferência da International Society of Behavioral Nutrition and Physical Activity, em Edimburgo, no passado mês de Junho.

Os resultados «são assustadores», considera a coordenadora do estudo, Cristina Padez, realçando que «entre 2002 e 2009, o número de crianças que vê televisão mais de duas horas/dia aumentou 12%, durante a semana, 15% ao sábado e 17% ao domingo. As crianças cujos pais têm baixo nível de instrução são as que passam mais tempo a ver televisão».

Mas no uso do computador a situação piora: «enquanto em 2002 as crianças pobres praticamente não utilizavam o computador, em 2009 cerca de 19% destes miúdos gastou mais de duas horas por dia no computador, refletindo o “efeito Magalhães”, em resultado da estratégia do Governo de atribuir os dispositivos aos alunos do ensino básico», observa a especialista da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.

O estudo comparou ainda a prática de desporto após o período escolar e apurou que só metade das crianças é que tem atividade física fora da escola, sendo que, nos níveis socioeconómicos mais desfavorecidos, a percentagem de crianças que não pratica desporto disparou, passando de 36% (em 2002) para 80% (em 2009).

Cristina Padez alerta que «estes comportamentos vão determinar os hábitos na vida adulta e, por isso, os responsáveis políticos devem criar uma estratégia para combater o sedentarismo infantil. Caso contrário, iremos ter adultos com graves problemas de saúde, com custos socioeconómicos muito elevados.»