Daily Archives: 13 Julho, 2015

Iniciativa europeia promove integração   de imigrantes na sociedade

Melhorar e apoiar o processo de integração de nacionais de países terceiros, promovendo a sua participação no processo democrático a nível local e estimulando a sua cidadania ativa, é o objetivo do iParticipate, um projeto financiado pela Comissão Europeia. A iniciativa terá início no dia 15 de julho, a partir das 9h, com o seminário “Imigração, Inclusão, Empreendedorismo e Desenvolvimento Local”, no Auditório 3 da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa (FCSH/NOVA). O programa do seminário inclui as intervenções de Pedro Calado, Alto‐Comissário para as Migrações, que abordará o tema “Políticas Públicas Nacionais no Contexto Europeu”, e do diretor do Observatório das Migrações, Gonçalo Matias, que apresentará a comunicação “Novas Políticas Migratórias e a Atratividade de Portugal”. O projeto compreende ainda os cursos “Empreendedorismo e Criação de Projetos” (17 de julho) e “Empreendedorismo, Participação e Comunicação de Projetos de Imigrantes” (20 de julho), a realizar, respetivamente, no Porto e em Lisboa.

Segundo a organização, o iParticipate procura ter como resultado o aumento da consciencialização junto de legisladores sobre os benefícios da participação dos emigrantes no processo democrático, a sensibilização junto das comunidades dos benefícios da sua participação ativa no processo democrático a nível local e o melhoramento da educação cívica dos imigrantes, particularmente entre jovens e mulheres.

O iParticipate é uma iniciativa do CEPESE (Centro de Estudos da População, Economia e
Sociedade), tendo como responsável nacional Paulo Faustino, em parceria com o CIMJ (Centro de Investigação Media e Jornalismo da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa), o CENJOR (Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas), a API (Associação Portuguesa de Imprensa) e o Alto Comissariado para as Migrações.

Outros dados sobre o programa estão disponíveis no website nacional do projeto, em Curso iParticipate, ou no website internacional, em iParticipate.

FCT-UNL convida Tyler DeWitt para falar sobre bactérias

No âmbito da 1.ª Academia Quantum, organizada pelo Departamento de Física da FCT-UNL, terá lugar a palestra “Psst: Hey, you want some of this DNA?” proferida por Tyler DeWitt, amanhã, dia 14 de julho, às 11h30, no Auditório da Biblioteca da Faculdade.

“Psst: Hey, you want some of this DNA?” tem como principal tema as bactérias, que só agora começou a ser compreendidas pelos cientistas. Ao longo das suas vidas, estes seres vivos conseguem receber novos pedaços de DNA dos seus vizinhos e, assim, ganhar novas caraterísticas. Se o mesmo fosse possível com os seres humanos, poderíamos trocar caraterísticas, como a cor dos olhos ou do cabelo com os nossos amigos. Nesta palestra será abordado o assunto de transferência de DNA nas bactérias, o modo como tal afecta o mundo à nossa volta e como os cientistas o estudam em laboratório. Por último, será discutido o vasto impacto na saúde humana e as novas estratégias para controlar e atenuar os seus efeitos.

O microbiólogo Tyler DeWitt tem estado envolvido na alteração de atitudes no ensino e na aprendizagem da ciência, da matemática e da engenharia. Realizou o seu doutoramento no MIT – Massachusetts Institute of Technology, enquanto ensinava ciência a alunos carenciados do ensino secundário, através do programa de verão MITES. É o autor de um manual escolar online de Química para o ensino secundário, com suporte de vídeo, e está actualmente a escrever um livro sobre a beleza e a elegância da investigação científica.

Reitor, Rui Moreira e representantes da Google em cerimónia de lançamento mundial

Confirmamos que às 16h30 de amanhã, dia 14 de julho, no Salão Nobre do edifício da Reitoria (Praça Gomes Teixeira, aos Clérigos), o Reitor da Universidade do Porto, Sebastião Feyo de Azevedo, o Presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, o Representante da Google em Portugal e Espanha, Antonio Vargas, e a Diretora do Google Cultural Institute, Luisella Mazza, vãoinaugurar a exposição “Porto Património Mundial”, a primeira exposição concebida por uma universidade portuguesa para o Google Cultural Institute.

Realizada pelos estudantes do Mestrado em História da Arte Portuguesa da Faculdade de Letras da Universidade, “Porto Património Mundial” apresenta um outro olhar sobre o Centro Histórico do Porto, classificado pela UNESCO como Património Mundial (1996).Entre centenas de fotografias foram selecionadas 59 que confrontam o novo com o passado de uma “cidade grande feita de casas pequenas”.

Para a Google “é um enorme privilégio trabalhar com a Universidade do Porto, uma das mais antigas e prestigiadas de Portugal num projeto comum que visa partilhar conhecimento e democratizar o acesso à cultura. É motivo de grande satisfação vermos mais e mais instituições portuguesas a quererem participar em projetos com o Google Cultural Institute e a promover online as riquezas culturais portuguesas em Portugal e no mundo” refere Luizella Mazza, Diretora do Google Cultural Institute.

“A capacidade de criar produtos culturais em contexto pedagógico, especialmente visível nos comentários críticos incluídos nos detalhes de cada uma das imagens, foi a motivação central deste projeto”, explica Maria Leonor Botelho, professora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e uma das coordenadoras do projeto.

Desde 2011, o Google Cultural Institute tem vindo a estabelecer parcerias com instituições de diferentes nacionalidades com o objetivo de preservar e divulgar a herança cultural da humanidade. A partir das 16h30 de amanhã, “Porto Património Mundial”, exposição bilingue (PT e EN), passa a estar ao alcance de todos.

Descontaminar águas com metais pesados? E que tal fazer-se um chá de grafeno…

À primeira vista parecem saquinhos de chá. E são mesmo. Mas, ao contrário do que se poderia pensar, não servem para fazer infusões mas para descontaminar águas contaminadas com metais potencialmente tóxicos. Dentro dos saquinhos, não há por isso folhas nem flores mas óxido de grafeno. A aplicação ambientalista para o grafeno, descoberta por uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro (UA), promete ajudar a resolver o problema global que representa a água contaminada com metais tóxicos que é diariamente libertada nos sistemas aquáticos do planeta. É que nem os mais avançados e caros processos de descontaminação conseguem taxas de remoção quase totais como esta infusão.

O êxito da apresentação do estudo no recente congresso internacional Graphene Week 2015 e a atenção que este mereceu da Royal Society of Chemistry, uma importante organização científica mundial dedicada à Química, antecipam a solução que os saquinhos de óxido de grafeno da UA prometem dar ao problema global das águas contaminadas por metais pesados.

Os estudos realizados pelos investigadores do Departamento de Engenharia Mecânica (DEM) e do Departamento de Química (DQ) da UA demonstraram que, com apenas 10 miligramas de óxido de grafeno por cada litro de água contaminada com 50 microgramas de mercúrio por litro de água, foi possível, ao fim de 24 horas, remover cerca de 95 por cento desse metal altamente perigoso para o sistema nervoso central. De referir que recentemente existiu uma mudança de paradigma no campo da política Europeia da água, que agora obriga “à total cessação de descargas industriais contendo mercúrio até 2021”. Anteriormente os efluentes industriais poderiam conter 50 partes por bilião de mercúrio. Em relação às águas de consumo humano o limite é de uma parte por bilião.

“Não existe no mercado um produto que apresente as caraterísticas deste”, garante Paula Marques, investigadora do DEM. A coordenadora da equipa que desenvolveu os saquinhos, um produto patenteado e que já suscitou o interesse de algumas empresas nacionais, lembra que “foi já efetuada uma experiência comparativa com carvão ativado, o material mais comummente usado para este tipo de aplicações, tendo o óxido de grafeno mostrado uma eficiência muito superior”.

A equipa da UA, que para além de Paula Marques, inclui Gil Gonçalves e Mercedes Vila, do DEM, e Bruno Henriques e Maria Eduarda Pereira do DQ, aponta que a principal vantagem deste sistema, para além da elevada eficiência na remoção da água de metais que colocam em risco a saúde humana, reside na facilidade de síntese e no baixo custo de produção. O sistema permite também a respetiva aplicação em locais que não possuam infraestruturas específicas para descontaminar águas contaminadas com metais. Basta colocar os saquinhos e retirá-los puxando pelo fio quando a limpeza estiver concluída.

Um chá contra o mercúrio, o cádmio, o chumbo e o arsénio

“A ideia dos saquinhos de chá surgiu como forma simples, barata e eficaz para suportar a espuma de óxido de grafeno”, explica Paula Marques. A necessidade do suporte em saquinhos, adianta, “destina-se a facilitar o processo de introdução e remoção do produto na água a descontaminar, evitando simultaneamente a dispersão de partículas de óxido de grafeno que durante o processo têm tendência a desagregar na água”.

E porquê a eficácia da espuma de óxido de grafeno? Paula Marques explica: “Estas espumas têm uma grande capacidade de adsorção [adesão de constituintes de um fluído a uma superfície sólida] devido à sua enorme área superficial potenciada por ser um material muito poroso”.

Assim, o interesse da equipa de investigação é colocar, dentro dos poros, moléculas que tenham elevada afinidade para captar elementos potencialmente tóxicos. “Todos sabemos que a procura por água potável de boa qualidade tem vindo a aumentar, enquanto grandes quantidades de efluentes contendo diferentes contaminantes são constantemente descarregados nos sistemas aquáticos, causando a sua deterioração”, lembra a investigadora. Neste sentido “tem-se vindo a acentuar a preocupação na gestão e proteção dos recursos hídricos, com as políticas ambientais a tornarem-se mais restritivas”.

“Entre os elementos potencialmente tóxicos cujas descargas ou emissões têm sido fortemente condicionadas, ou mesmo proibidas, encontram-se os metais e metaloides como o mercúrio, o cádmio, o chumbo, o arsénio, sendo estes, no momento, o nosso principal alvo”, aponta Paula Marques.

Sinergias na UA para descontaminar o ambiente

O óxido de grafeno, considerado por muitos cientistas como parente pobre do grafeno, é obtido a partir da exfoliação química da grafite e pode ser produzido em grande escala. Como possui na sua superfície ‘defeitos’ estruturais, tais como grupos funcionais com oxigénio, estes permitem aos químicos explorar este derivado do grafeno em inúmeras aplicações.

“É isso que tem sido feito no nosso Grupo de Investigação em Nanotecnologia do TEMA do DEM”, aponta Paula Marques. Por outro lado, “uma das áreas de interesse de investigação dos nossos colegas da Química Analítica e Ambiental, do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) da UA, é o desenvolvimento e aplicação de novas estratégias de remediação de águas contaminadas, seguindo as mais diferentes abordagens”.

Paula Marques não tem dúvidas: “Foi a sinergia entre estas duas áreas de conhecimento e de grupos de investigação, que possibilitou conduzir este trabalho com tão bons resultados”.

Este trabalho foi tema de uma comunicação oral apresentada por Gil Gonçalves na conferência internacional Graphene Week 2015 em Manchester entre 23 e 26 de junho, organizada em colaboração com a Graphene Flagship (um dos maiores projetos europeus de sempre), tendo sido destacado nas notícias da Royal Society of Chemistry.

UAlg abre mestrado em Engenharia Mecânica – Energia, Climatização e Refrigeração

Engenharia Mecânica – Energia, Climatização e Refrigeração é o nome do novo mestrado que irá ser oferecido já no próximo ano letivo, 2015/2016, pelo Instituto Superior de Engenharia (ISE) da Universidade do Algarve. A sessão de apresentação deste curso decorrerá, às 17h00 do dia 13, no Anfiteatro José Silvestre do ISE, e contará a presença do Delegado Distrital de Faro da Ordem dos Engenheiros, José Campos Correia.

 

Este novo ciclo de estudos permitirá aos estudantes aprofundar os conhecimentos adquiridos na licenciatura em Engenharia Mecânica, proporcionando o desenvolvimento de atividades regulamentadas, nomeadamente, o acesso ao Grau de Qualificação E2 da Ordem dos Engenheiros.

O mestrado oferece uma formação com vista à aquisição de uma especialização de natureza profissional, dotando o estudante de capacidade de inovação e de integração dos conhecimentos na resolução de problemas complexos de um modo autónomo.

Privilegiando uma consolidação da vertente profissional, os alunos deste mestrado poderão, após a formação curricular, finalizar o mestrado com uma dissertação de natureza científica, com um trabalho de projeto original, ou com um estágio de cariz profissional, objeto de relatório final.

Relativamente às saídas profissionais, o curso de mestrado em Engenharia Mecânica – Energia, Climatização e Refrigeração capacita os seus alunos para desempenhar a prática profissional em projetos de climatização e refrigeração, auditorias e gestão energética, gestão e manutenção em instalações e investigação e desenvolvimento tecnológico.

Estudantes do IPLeiria rumam a Silverstone para competição automóvel internacional

A equipa de estudantes do Instituto Politécnico de Leiria (IPLeiria) – FSIPLeiria – partiu para Silverstone, Inglaterra, para participar na Formula Student UK, uma competição automóvel internacional entre 9 e 12 de julho. A Formula Student consiste numa competição internacional em que os estudantes do ensino superior são desafiados a constituir equipas e construir de raiz um veículo de competição do tipo Fórmula 1, aplicando os conhecimentos que vão adquirindo ao longo do percurso académico.

Na sessão que assinalou a partida da equipa de estudantes, na Biblioteca José Saramago, em Leiria, vários convidados mostraram o apoio e satisfação pelo projeto concretizado. Pedro Martinho, diretor da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) do IPLeiria, agradeceu a disponibilidade de todos os estudantes, destacando a excelente classificação obtida na edição de 2014, na qual a mesma equipa participou na classe de projeto.

O presidente do IPLeiria, Nuno Mangas, caracterizou a equipa como «persistente, com capacidade de mobilização e concretização, que soube “agarrar” este projeto», e valorizou a dedicação e empenho demonstrados. Gonçalo Lopes, vice-presidente da Câmara Municipal de Leiria, salientou que «este projeto é representativo da multidisciplinaridade do IPLeiria», desejou os maiores sucessos aos estudantes participantes, que serão «os embaixadores da nossa cidade em Inglaterra».

Nuno Martinho, coordenador do curso de Engenharia Automóvel, referiu a ciência e a tecnologia que sustenta todo este projeto automóvel. «Os conhecimentos colocados em prática nesta área pioneira e única no país fortalecem esta aposta de sucesso do IPLeiria na tecnologia mecânica e eletrónica automóvel», acrescentou o docente. Neusa Magalhães, secretária-geral da NERLEI, enalteceu a atitude empreendedora dos estudantes, «que será mais tarde valorizada pelos nossos empregadores, já que frequentam uma escola com uma área profissional muito reconhecida a nível nacional».

A FSIPLeiria é composta por uma equipa multidisciplinar, constituída por 22 estudantes, das licenciaturas em Contabilidade e Finanças, Engenharia Automóvel, Engenharia Eletrotécnica, Engenharia Informática, Engenharia Mecânica, Gestão, e Marketing, da ESTG/IPLeiria. A equipa divide-se pelas áreas de direção, comunicação, informática, eletrónica, powertrain dinâmica, chassis, e logística do projeto.

A Formula Student, considerada por muitos como a Fórmula 1 dos estudantes, é hoje uma referência internacional de relevo no setor automóvel, em que vários antigos participantes neste desafio ocupam agora altos cargos em equipas e empresas relacionadas com a competição automóvel, especialmente na Fórmula 1.

Investigadores de dezenas de países reúnem‐se   em Portugal para a “II CHAM International Conference”

Os processos de mobilidade de saberes ao longo da história, seus circuitos, obstáculos, transferências de valores, usos, narrativas e conhecimento científico em realidades culturais, institucionais e sociais são o tema da segunda edição da “CHAM International Conference”. O evento, organizado pelo Centro de História d’Aquém e d’Além Mar (CHAM), unidade de investigação da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa (FCSH/NOVA), terá lugar de 15 a 18 de julho nessa instituição de ensino superior, subordinado ao tema “Knowledge transfer and cultural exchanges”. Giovanni Levi (Università Ca´Foscari Venezia) e Philip Rothwell (Oxford University) serão dois dos oradores em destaque.

É comum dizer‐se que a transferência de conhecimento nunca é neutra, ocorrendo em condições específicas que interferem com aquilo que está a ser transmitido entre sujeitos condicionados de formas diferentes. Trabalhando sobre realidades globais, o evento decorre na perspetiva metodológica, onde o objetivo é questionar práticas e conceitos à transferência de conhecimento, e numa ótica histórica, onde se pretendem identificar situações específicas, compreender valores, costumes, narrativas ou conhecimento científico que decorrem em realidades institucionais, sociais e culturais singulares, incluindo familiares, educativas ou qualquer espaço de troca em
questão.

A última edição da CHAM International Conference, realizada em 2013, contou com mais de 200 conferencistas originários de 22 países, exemplos do Japão, Chile, China, Hungria, Nigéria, Austrália, entre muitos outros. Nesta segunda edição estarão presentes investigadores de 29 nações, com uma forte representação do Brasil, Estados Unidos, Israel, Itália, entre outros. Os painéis decorrem em sessões simultâneas durante três dias na FCSH/NOVA, sendo necessário

realizar uma inscrição prévia (no website do evento ou no local), mesmo que as conferências de abertura e encerramento sejam abertas ao público. Para a imprensa a entrada é livre.

Informações adicionais estão disponíveis no website do evento, em Nomadit.co.uk

Ensino Superior é responsável por 40% do investimento português em Inovação

O sistema de Ensino Superior nacional executa 40% do investimento em Investigação e Desenvolvimento (I&D) da economia portuguesa. Esta é uma das conclusões do estudo “A Transferência de I&D, a Inovação e o Empreendedorismo nas Universidades”, que será apresentado publicamente às 18 horas da próxima segunda-feira, dia 13 de julho, na Reitoria da Universidade do Porto(Praça Gomes Teixeira, aos Clérigos).

Realizado pela RedEmpreendia, o estudo avalia o estado da valorização económica do conhecimento produzido pelas universidades de 14 países ibero-americanos (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Espanha, Guatemala, México, Panamá, Portugal, Uruguai, Venezuela), durante a década de 2000 a 2010.

Os dados obtidos comprovam que o Ensino Superior é um ator fundamental na capacidade de Inovação dos países ibero-americanos. Em média, nos 14 países analisados, as universidades executam 30% da despesa nacional em I&D, mas em Portugal essa contribuição chega aos 40%.

Na verdade, entre os anos 2000 e 2010, o valor de investimento das universidades e institutos politécnicos portugueses em Investigação e Desenvolvimento triplicou, ainda que os dados já recolhidos em 2011 e 2012 antevejam um decréscimo do investimento, devido à recessão económica do país. Uma situação que também se verifica em Espanha.

Estas são apenas duas das conclusões do estudo que será apresentado, pela primeira vez em público, pelo presidente da RedEmprendia, Senén Barro, e pelo Pró-Reitor para o Empreendedorismo e Inovação da Universidade do Porto, Carlos Melo Brito.

Recordamos que a RedEmprendia é a primeira rede universitária ibero-americana de apoio à transferência de conhecimento e ao empreendedorismo. Criada em 2008, é atualmente constituída por 24 universidades líderes de 7 países (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Portugal), pela Universia e pelo Banco Santander, através da Divisão Santander Universidades. No total, as 24 universidades da RedEmprendia representam 1,5 milhões de estudantes, mais de 150 mil docentes e investigadores e cerca de 1.200 empresas start-up.

ezConferences: plataforma surgida na UA inova na área da organização de conferências

Dois recém-mestres da Universidade de Aveiro (UA) desenvolveram, sob a orientação de António Luís Teixeira, professor no Departamento de Eletrónica, Telecomunicações e Informática, uma plataforma para gerir a comunicação e imagem de conferências, workshops ou outros eventos. A aplicação, que beneficiou de financiamento do programa passaporte para o empreendedorismo, permite gerar imediatamente e em apenas três passos uma página WEB e uma aplicação para telemóveis. A ezConferences, única no mercado a fornecer este nível de serviço, encontra-se já disponível para uso dentro e fora da UA.

As funcionalidades disponibilizadas pela aplicação ezConferences permitem aos organizadores de uma conferência, workshop ou outro evento (festas, festivais, etc) gerirem todos os aspetos de organização prévia do evento, bem como facilitar a comunicação com os participantes antes, durante e depois do evento. Esta plataforma permite de uma forma simples e, tipicamente, em menos de dois minutos colocar online uma página web com aspeto profissional e uma app completamente funcional com as ferramentas mais necessárias em situações como essas. Iniciativa de Tiago Sousa e Paulo Santos, recém-mestres em Engenharia de Computadores e Telemática, a aplicação permite ainda que o gestor da conferência consiga monitorizar todos os parâmetros, como por exemplo proveniência e tipo de acesso.

“É única no mercado”, afirmam Tiago Sousa e Paulo Santos, enquanto mostram as funcionalidades que a aplicação disponibiliza nas suas vertentes para telemóvel (app nas versões Android e iOS e web para Windows Phone), bem como web para computador. A aplicação permite aos organizadores de um evento monitorizarem e promoverem a sua divulgação, através da publicação das informações típicas de um evento deste tipo (como por exemplo call for papers, venue, etc), gerirem e cobrarem a inscrição dos participantes, bem como procederem à divulgação do programa, vídeos, apresentações e artigos, caso existam. Em qualquer momento, incluindo no decorrer do evento, a aplicação permite tanto a organizadores como utilizadores a partilha de fotografias e outros conteúdos (tipo repositório “dropbox”) relativos à conferência, o uso de um espaço para divulgação e partilha de contactos, e ainda para contacto em tempo real, através da funcionalidade private chat. Esta ferramenta deixa ainda os utilizadores tomarem notas que ficam indexadas ao momento (palestra ou outra) e podem ser acedidas, bem como qualquer conteúdo mesmo depois da finalização do evento.

Em constante melhoria, Tiago de Sousa e Paulo Santos continuam a desenvolver a aplicação ezConferences de modo a que possa fornecer aos seus utilizadores todo um conjunto de funcionalidades abrangentes e úteis antes, durante e após a realização de um evento, tornando-a na loja onde consegue obter tudo o que necessita para pôr um evento a funcionar e aumentar o “Networking”.