Daily Archives: 29 Julho, 2015

CQM promove “Nanoschool 2015” entre 12 e 14 de outubro

O Centro de Química da Universidade da Madeira volta a promover no mês de outubro, no Campus da Penteada, o programa Nanoschool, no âmbito do qual serão realizados um curso e uma conferência destinados a estudantes, investigadores, profissionais das áreas de Bioquímica, Bioquímica Aplicada, Nanoquímica, Nanomateriais, Medicina, Biologia e demais público interessado.

O curso de curta duração “Bionanotechnology: From Bio to Nano & From Nano to Bio” terá lugar entre os dias 12 e 14 de outubro, das 11h às 13h e das 15h às 17h. A entrada faz-se mediante inscrição prévia e tem um custo de 25€ para os estudantes e membros do CQM, 40€ para ex-alunos da UMa e de 50€ para os restantes.

A conferência “Medical Nanotechnology: Shaped Nanoparticles for theranostics & Lab-ona-chip devices for cancer diagnostics” realiza-se pelas 15h do dia 14 de outubro, na Sala do Senado, é de entrada livre e não requer inscrição prévia. No final, os participantes terão direito a um certificado de presença.

A oitava edição da “Nanoschool” vai discutir os diferentes aspetos desta ciência segundo uma abordagem multidisciplinar. A nanotecnologia, área do conhecimento surgida há cerca de 15-20 anos atrás assumiu, de alguns anos a esta parte, um estatuto científico e tecnologógico, de grande impacto económico e social. De acordo com o Nanotechnology Consumer Products Inventory (http://www.nanotechproject.org/cpi/) existem catalogados desde 2005, 1628 produtos de consumo contendo materiais à escala nano, 24% dos quais foram introduzidos no mercado há menos de 5 anos.

Este ano, o convidado da “Nanoschool 2015”, é o Professor Hiroshi Matsui, Professor em Química e Bioquímica, da City University of New York, e da Weill Medical School of Cornell University, que durante três dias irá abordar o presente e o futuro da integração entre a nanotecnologia e a biotecnologia, segundo dois pontos de vista: a aplicação da nanotecnologia à biotecnologia, e a aplicação da biotecnologia à nanotecnologia.

Mais informações em CQM

Estudantes da ESAD.CR/IPLeiria criam para o Museu do Hospital e das Caldas

Os estudantes do Curso de Especialização Tecnológica em Ilustração Gráfica, da Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha do Instituto Politécnico de Leiria (ESAD.CR/IPLeiria), expõem no Museu do Hospital e das Caldas, nas Caldas da Rainha, entre julho e setembro. No âmbito do projeto “Uma ilustração para um museu” os estudantes foram desafiados a criar uma ilustração especificamente para o Museu do Hospital e das Caldas, que espelhasse a sua história, sendo os resultados posteriormente aplicados em diversos materiais de merchandising, patentes nesta exposição.

Os trabalhos de “Uma ilustração para um museu” foram desenvolvidos por 22 estudantes do 2.º ano do Curso de Especialização Tecnológica (CET) em Ilustração Gráfica, no âmbito da unidade curricular Técnicas de Produção Gráfica. A mostra artística contará ainda com outros trabalhos desenvolvidos nas unidades curriculares de Letra e Tipografia, Ilustração Científica e Ilustração Infantil, e Técnicas de Serigrafia e Gravura, expondo uma diversidade de técnicas trabalhadas pelos estudantes.

Convidamos os senhores jornalistas a visitar a mostra artística dos estudantes do CET em Ilustração Gráfica da ESAD.CR, presente no Museu do Hospital e das Caldas, até setembro.

UA na frente do restrito grupo de investigação em grandes películas de LED orgânico e flexível

Um grupo de investigação da Universidade de Aveiro (UA), em colaboração com o Centro de Nanotecnologia, Materiais Técnicos e Inteligentes (CeNTI), é o primeiro a conseguir um LED orgânico com, simultaneamente, boa prestação em termos de estabilidade na luminosidade branca, possibilidade de modelação de cor e simplicidade de construção.

Esta ainda pequena vitória, mas grande em termos avanço científico-tecnológico, abre a porta a possíveis e inúmeras aplicações no futuro. Por exemplo, ao nível dos revestimentos para iluminação e sinalética em construção civil (2D e 3D) e de dispositivos genéricos como equipamentos eletrónicos, moda artística e decorativa.

 

O LED orgânico, mais conhecido por OLED, não é uma área nova de investigação e tem sido foco de grande produção científica, chegando aos milhares de artigos científicos por ano, e que envolve grandes empresas multinacionais da área da iluminação. Entre equipas de vários pontos do mundo com orçamentos de dezenas de milhões de euros anuais, há um pequeno grupo do Departamento de Física da UA, liderado por Luiz Pereira, com um orçamento de alguns milhares de euros que conseguiu chegar bem à frente no restrito grupo dos líderes mundiais nesta área.

Os avanços na investigação científica em semicondutores orgânicos, ao longo de vários anos, permitiram, por exemplo, a conquista da categoria “Clean Tech” do Prémio BES Inovação em 2010, com o projeto FotOrg – Fotovoltaicos Orgânicos de Baixo Custo, apresentado por Luiz Pereira. Os resultados mais recentes foram tornados públicos na 6ª Conferência Internacional em Nanomateriais Avançados que decorreu de 20 a 22 de julho, na UA, e têm a ver com o desenvolvimento do OLED branco.

Obteve-se uma película com cerca de 3 centímetros quadrados, um milímetro de espessura, com estabilidade de cor, fácil modelação de cor, ou seja, qualquer tonalidade de branco pretendida – e com uma simplicidade estrutural que é facilmente transposta para a indústria. Mas o grupo de investigação da UA foi ainda mais longe: o conceito de prova numa película de 16 centímetros quadrados – existem menos de uma dezena no mundo – demonstrou bons resultados naqueles três parâmetros. “Com esta estabilidade de cor, possibilidade de modelação de tonalidade e simplicidade estrutural, não existe mais nenhum conhecido no mundo”, sublinha Luiz Pereira, investigador do i3N, laboratório associado em que participa a UA.

Produção de protótipos começa no final de agosto

 

Parte da investigação geral em OLED tem decorrido no âmbito de redes internacionais, iniciando-se agora mais um projeto com apoio do Horizonte 2020, envolvendo 15 instituições.

A partir do final de agosto, a equipa vai começar a produzir protótipos no CeNTI. Mas a investigação para conseguir alargar a área de OLED vai continuar. O registo de patente está a ser estudado e decorrem contatos com potenciais interessados na comercialização destas finas estruturas luminosas.

O investigador do i3N e da UA explica que a grande vantagem dos OLED é a emissão em área e a eficiência energética. Na base da estrutura dos OLED estão moléculas à base de carbono. Trata-se de estruturas organizadas em área que produzem luz difusa e não por pontos ou lineares como nos casos mais comuns. Os OLED já são usados, por exemplo, em ecrãs de smartphone (displays), mas estes têm as caraterísticas diferentes dos estudados na UA que são destinados à iluminação. Conseguem-se filmes cerca de 2000 a 5000 vezes mais finos que um cabelo que se tornam fortemente luminosos aplicando uma diferença de potencial. A espessura total do dispositivo está apenas dependente do suporte (substrato).

Investigação da Universidade de Coimbra explica como a Diabetes afeta a fertilidade

Os níveis elevados de açúcar não têm efeito direto nos espermatozoides, mas poderão comprometer a produção de esperma, contribuindo assim para a infertilidade masculina, evidencia um estudo desenvolvido por uma equipa de investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC).

Fruto de uma investigação de vários anos, o estudo agora publicado na revista “Reproduction” indica que «o nível elevado de açúcar (a hiperglicemia) desempenha um papel importante, mas não decisivo, na disfunção do espermatozoide maduro. Neste sentido, temos conduzido mais investigação, que irá ser publicada brevemente, que sugere que a hiperglicemia influencia mais o processo da formação dos espermatozoides (a espermatogénese), do que os espermatozoides em si», explica a líder do estudo, Sandra Amaral.

A investigadora do grupo de ‘Biologia da Reprodução e Células Estaminais’ do CNC acredita que «este trabalho constitui um passo importante no esclarecimento dos mecanismos de ação da diabetes no sistema reprodutor masculino, permitindo delinear novas abordagens para estudos futuros

A pesquisa realizou-se num sistema in vitro, possibilitando controlar e identificar todas as condições às quais os espermatozoides são expostos. O estudo é inovador por avaliar vários parâmetros de funcionalidade espermática que não são usualmente avaliados, mas que fornecem informação muito mais detalhada sobre esta célula tão particular.

Sandra Amaral nota que «nas últimas décadas se tem assistido a um notório aumento do número de casos da diabetes em todo o mundo sendo que, atualmente, ultrapassa já um milhão de casos em Portugal, constituindo um número preocupante numa população com a dimensão da nossa

 A diabetes encontra-se já entre as principais causas de morte nos países desenvolvidos e tem efeitos prejudiciais em quase todos os sistemas de órgãos, não sendo o sistema reprodutivo uma exceção. «Apesar de a diabetes ser uma doença multifatorial, existem várias indicações de que a hiperglicemia será o principal promotor das alterações promovidas pela doença. Contudo, não excluímos a possibilidade do envolvimento de outros fatores, como o stress oxidativo ou processos inflamatórios que, conjuntamente com a hiperglicemia, poderão ter efeitos igualmente nefastos nos espermatozoides», observa.

Financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), o estudo foi realizado em colaboração com o serviço de Reprodução Humana do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, e teve como primeiras autoras as investigadoras Renata Tavares e Joana Portela, num grupo composto ainda por Paula Mota e João Ramalho-Santos, Presidente do CNC.

Portugal conquista pela primeira vez medalha na Olimpíada Internacional de Química

Portugal acaba de conquistar a primeira medalha na Olimpíada Internacional de Química. Alexandre Santos, estudante do 12º ano na Escola Secundária Mário Sacramento, em Aveiro, alcançou o bronze em Baku, no Azerbeijão, onde está a decorrer a 47ª Olimpíada Internacional de Química, uma prova que junta mais de três centenas de alunos finalistas do ensino secundário de 79 países. Treinado durante meses pelo Departamento de Química (DQ) da Universidade de Aveiro (UA), o Alexandre é o primeiro estudante português a alcançar o pódio de uma das provas internacionais mais exigentes e competitivas para os pequenos grandes cientistas de todo o mundo.

Para além de Alexandre Santos a delegação portuguesa é constituída pelos estudantes finalistas do ensino secundário Maria Neves Carmona (Colégio Luso-Francês, Porto), Henrique Rui Aguiar (Escola Secundária José Estevão, Aveiro), Francisco Marques (Escola Secundária José Falcão, Coimbra) e pelas docentes do DQ da UA Amparo Faustino e Diana Pinto, responsáveis pela preparação da equipa lusa.

A preparação dos participantes das Olimpíadas Internacionais e nas Olimpíadas Ibero-Americanas de Química está sedeada no Departamento de Química da UA desde 2002 e conta com a colaboração de uma equipa alargada. Neste ano letivo, a preparação, estende-se de outubro de 2014 a setembro de 2015 –  que inclui a estada dos alunos na academia de Aveiro em diversos fins-de-semana e durante as férias da Páscoa –   teve a participação dos docentes do DQ Maria Clara Magalhães, Diana Pinto, Amparo Faustino, Eduarda Santos, Francisco Avelino Silva e Rita Ferreira, entre outros. Esta equipa contou ainda com a colaboração de  Alzira Rebelo, docente do Colégio dos Carvalhos, instituição que preparou os alunos em técnicas laboratoriais básicas.

As Olimpíadas de Química são uma atividade promovida pela Sociedade Portuguesa de Química com o patrocínio do Ministério da Educação e que visa dinamizar o estudo e ensino da Química nas Escolas Básicas e Secundárias, proporcionar a aproximação entre as Escolas Básicas e Secundárias e as Universidades e despertar o interesse pela Química, cativando vocações para carreiras científico-tecnológicas entre os estudantes.

A chegada da equipa portuguesa está prevista para dia 29, às 15h20 no Aeroporto Sá Carneiro, no Porto.