Daily Archives: 7 Setembro, 2015

Universidade do Porto une-se à cidade para receber mais de 4.000 mil novos estudantes

A cidade já está preparada para receber os 4.130 novos estudantes de 1.º ano que chegam a partir de hoje à Invicta vindos de todo o país para ocupar o seu lugar numa das 14 faculdades da Universidade do Porto. Na próxima quinta-feira, dia 10 de setembro,  a partir das 14h30, estes estudantes vão ocupar a Praça Gomes Teixeira (aos Clérigos) em frente à Reitoria, sítio escolhido para a receção dos novos estudantes da U.Porto, que arranca oficialmente com as intervenções do Presidente da Câmara Municipal, Rui Moreira, do Presidente da Federação Académica do Porto, Daniel Freitas, e do reitor da U.Porto, Sebastião Feyo de Azevedo.

A sessão de receção continua depois pela cidade. Numa iniciativa inédita, a Universidade une-se a várias instituições do Porto para dar a oportunidade aos novos estudantes de conhecerem 15 espaços emblemáticos da Invicta durante dois dias, 10 e 11 de setembro, de forma gratuita. Torre dos Clérigos, Museu Nacional Soares dos Reis, Casa da Música ou Fundação de Serralves são alguns dos espaços que se vão aliar à festa de receção dos novos estudantes abrindo as portas para mostrar o melhor que a cidade tem para mostrar (roteiro completo em anexo).

Para além de dar a oportunidade de conhecer a cidade, esta sessão  contará ainda com a atuação da banda portuguesa “Best Youth” para um concerto de boas-vindas aos novos estudantes da U.Porto, às 15h45, na Praça Gomes Teixeira. Este encontro simbólico na Praça Gomes Teixeira será também um momento único de contacto entre todos os novos estudantes de todas as catorze faculdades da U.Porto. Os novos estudantes da U.Porto terão ainda acesso ao Kit de Estudante que inclui toda a informação sobre a U.Porto.

Esta é a 4.ª edição da Sessão de Boas Vindas aos Novos Estudantes da U.Porto que este ano reúne, pela primeira vez, no centro da cidade mais de 4 mil jovens acabados de chegar à Universidade. Note-se que a U.Porto voltou a distinguir-se no Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior tendo preenchido 99,3% das vagas disponibilizadas, registando uma procura quase duas vezes superior à oferta.

IPCA volta a ser um dos três politécnicos com maior taxa de ocupação de vagas

O Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), sediado em Barcelos, alcançou uma taxa de ocupação de vagas de 81% na 1ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior. Este resultado é apenas superado pelo Politécnico do Porto, igualando o do Politécnico de Lisboa.

Para o ano letivo 2015-2016, o IPCA abriu um total de 631 vagas, das quais 508 foram ocupadas já nesta primeira fase. Assinalável foi, também, o facto de 70% dos candidatos colocados terem escolhido o IPCA como primeira opção, o que significa ser a instituição preferida para a grande maioria dos seus novos estudantes.

Comparativamente com os resultados alcançados no ano passado, foram ocupadas mais 70 vagas, tendo a taxa de ocupação subido de 69%, em 2014, para os 81% registados em 2015.

Entre os cursos de licenciatura ministrados no IPCA, 12 preencheram, logo nesta 1ª fase, a totalidade das vagas oferecidas para o ano letivo 2015-2016: Contabilidade (diurno), Finanças, Fiscalidade, Gestão de Atividades Turísticas (diurno), Gestão Bancária e Seguros, Solicitadoria (diurno e pós-laboral), Engenharia em Desenvolvimento de Jogos Digitais, Engenharia de Sistemas Informáticos (diurno), Design Gráfico (diurno e pós-laboral) e Design Industrial.

Reconhecimento da qualidade

e utilidade do IPCA

O presidente do IPCA, João Carvalho, considera que “estes resultados representam o reconhecimento da qualidade e utilidade dos cursos de licenciatura oferecidos por esta instituição, comprovada sobretudo por dois indicadores: mais de 90% das vagas oferecidas em regime diurno estão preenchidas; mais de 70% dos estudantes colocaram esta instituição como primeira opção”.

Ver com “olhos de ouvir”: estudo liderado pela UC revela forte plasticidade cerebral em pessoas surdas

Os surdos congénitos apresentam uma grande neuroplasticidade (capacidade do cérebro se modificar) de longo prazo, fazendo com que o seu córtex auditivo aloje propriedades visuais típicas do córtex visual, revela um estudo internacional liderado pelo investigador Jorge Almeida, da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (UC).

Os resultados da pesquisa, já aceite para publicação na Psychological Science, revista internacional de referência na área da psicologia, poderão ser determinantes «para explorar novas abordagens terapêuticas para tratar lesões cerebrais e doenças neurodegenerativas baseadas na neuroplasticidade, e serão centrais para o desenvolvimento de novas gerações de implantes cocleares mais eficazes», nota o coordenador do estudo.

«Os atuais dispositivos», clarifica o investigador, «estão pensados para explorar a organização típica do córtex auditivo, mas o estudo provou alterações na estrutura, passando o córtex auditivo a deter informação relativa à visão. Será assim necessário repensar a conceção dos implantes cocleares de modo a que estes explorem também a nova organização cerebral.»

Financiado pela Fundação BIAL e por uma bolsa Marie-Curie (na primeira fase), o estudo foi realizado ao longo dos últimos quatro anos e envolveu um grupo de surdos congénitos e um grupo de normo-ouvintes (pessoas sem surdez) Chineses.

Para perceber os mecanismos de receção e reação do córtex auditivo, ambos os grupos foram sujeitos a diferentes estímulos visuais durante a realização de uma ressonância magnética, tendo os investigadores verificado que, no caso dos surdos, o córtex auditivo herda o tipo de processos e potencialmente organização que vemos no córtex visual dos normo-ouvintes.

Estas modificações neuroplásticas «deverão ser responsáveis pela perceção visual periférica superior normalmente apresentada por surdos congénitos», explica Jorge Almeida.

Entender os «mecanismos que o sistema nervoso central dispõe para se “reprogramar”, modificando o funcionamento do cérebro, é essencial para o desenvolvimento de modelos que expliquem o fenómeno de neuroplasticidade a longo-prazo, ou seja, a compreensão do modo como o cérebro se transforma e adapta a longo prazo, e para a aplicação de terapias baseadas nestes modelos», conclui o líder do estudo, que contou ainda com a participação de investigadores da Universidade do Minho, de duas universidades Chinesas e uma dos Estados Unidos da América.

A equipa pretende agora avançar com novos estudos em Portugal para explorar mais aprofundadamente a neuroplasticiadade na surdez, nomeadamente como forma de compensação da modalidade sensorial afetada.

Número de colocados nos politécnicos cresce pelo segundo ano consecutivo

 

Conhecidos os resultados das colocações da primeira fase do concurso nacional de acesso, o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) assinala o crescimento de 16,7% no número de colocados no ensino superior politécnico. «São boas notícias porque se inverteu a tendência dos últimos anos, e temos um crescimento no número global de candidatos colocados pelo segundo ano consecutivo», sublinha Joaquim Mourato, presidente do CCISP.

Nesta primeira fase do concurso nacional de acesso, ingressaram nas instituições politécnicas 15.329 estudantes, mais 2.196 candidatos que na mesma fase em 2014, tendo-se confirmado a tendência de aumento da taxa de colocação de estudantes na primeira fase do concurso, passando de 58% em 2014, para 69% em 2015.

«Outro aspeto muito positivo a salientar é o crescimento de 13,2% do número de estudantes de primeira opção que optaram por instituições do subsistema politécnico. Em 2015, 13.780 estudantes escolheram cursos dos politécnicos em primeira opção, ou seja, comparativamente com 2014, houve mais 1.608 estudantes que colocaram cursos do ensino politécnico como primeira opção, o que só demonstra que cada vez mais estudantes depositam a sua confiança nas nossas instituições, e a oferta está mais ajustada à procura», realça Joaquim Mourato.

Numa análise global, constata-se que, face a 2014, entraram no ensino superior (universitário e politécnico) em 2015 mais 4.290 estudantes, um crescimento de 11,4% – se for considerado apenas o subsistema politécnico, esse crescimento foi de 16,7%. Apesar deste crescimento nominal, ficaram 6.203 estudantes por colocar nas fases seguintes do concurso, que, como explica Joaquim Mourato, «a juntar aos candidatos da segunda chamada dos exames, aproximam-se do número de vagas sobrantes, o que cria boas expetativas para os resultados da segunda fase do concurso nacional».

Joaquim Mourato realça que «estamos, obviamente, perante resultados apenas da primeira fase, e as colocações só terminam com as três fases do concurso nacional e com os regimes e concursos especiais».

 «Em termos gerais, julgo que podemos dizer que a melhor notícia é mesmo o aumento do número de estudantes a candidatarem-se e a ingressarem no ensino superior, e, em particular, nos politécnicos», conclui o presidente do Conselho Coordenador, acrescentado que «se confirma assim que 2014 foi um ano de viragem, e que 2015 acentua a trajetória de crescimento dos candidatos ao ensino superior, o que é fundamental para que Portugal se aproxime da meta de 40% dos jovens com idade compreendida entre 30 e 34 anos com um curso superior».

«Os Portugueses sabem que o ensino superior é um investimento com retorno”, sublinha Joaquim Mourato. Além disso, afirma, «assim se demonstra que não temos ensino superior a mais, a procura é que estava aquém do desejável, e este é o caminho para que tenhamos um desenvolvimento equilibrado e sustentável em Portugal».

Universidade do Porto teve uma procura quase duas vezes superior à oferta

De acordo com os dados já disponibilizados pelo Ministério da Educação e da Ciência, 7.825 candidatos escolheram a Universidade do Porto como a sua primeira escolha para frequentar o Ensino Superior. Um número que é praticamente o dobro das vagas disponibilizadas pela U.Porto (4.160), o que representa uma média de 1,9 candidatos em primeira opção por cada vaga, superior ao registado por qualquer outra instituição de Ensino Superior.

Por outro lado, é novamente da Universidade do Porto o curso que registou a mais alta nota de entrada do último colocado: o mestrado integrado em Medicina da Faculdade de Medicina, com 186,7 valores. De facto, a Universidade do Porto é a instituição com maior média ponderada do último colocado no país (156,8 valores de média de entrada entre todos os 52 cursos da U.Porto), contando com 10 licenciaturas e mestrados integrados entre 10 entre os 25 cursos do país com as mais altas notas de entrada no Ensino Superior.

Na opinião do Reitor da Universidade do Porto, Sebastião Feyo de Azevedo, «estes indicadores excecionais de procura, que se mantêm ano após ano, refletem a reputação que a Universidade construiu e consolidou ao longo de muitos anos, tanto a nível nacional, como internacional, fruto da qualidade que a sociedade, as empresas e as instituições em geral percebem existir no trabalho desenvolvido pela Universidade, a todos os níveis da sua missão de educação, de investigação e de prestação de serviços.»

 

De facto, a Universidade do Porto melhorou este ano todos os indicadores do Acesso ao Ensino Superior, aumentando o número de candidatos em primeira opção (7.825 em 2015, contra os 7.630 do ano anterior), número de candidatos em 1.ª opção por vaga 1,9 / 1,8), o número de estudantes colocados (4.130 / 3.964), a taxa de ocupação de vagas (99,3% / 95,8%) e a classificação média ponderada do último colocado (156,8 / 154,9).

Para o Reitor da Universidade do Porto, este crescimento é fruto do trabalho de valorização da oferta educativa que tem vindo a ser feito nos último anos: «apostamos no diálogo com associações profissionais e empregadores para conceber os planos de estudo dos nossos cursos e fazemos um forte investimento na investigação e na internacionalização da Universidade e dos nossos estudantes. Os candidatos ao Ensino Superior e as suas famílias sabem que um diploma da Universidade do Porto é um reconhecimento de competências para entrar na vida profissional, uma grande mais-valia no mercado de trabalho nacional e internacional»

Universidade do Algarve regista o maior aumento de alunos colocados a nível nacional

A Universidade do Algarve (UAlg) registou um crescimento de 19% do número de candidatos colocados na 1ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, consolidando o aumento que já havia registado no ano transato (14%) e afirmando-se como a instituição que mais cresceu entre o conjunto das universidades portuguesas.

De acordo com os resultados da 1ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, publicados hoje, verifica-se um crescimento de 11,4% a nível nacional. Os dados publicados pela Direção Geral do Ensino Superior indicam um aumento de 4290 candidatos (+11,4%) colocados a nível nacional. Por sua vez, o número de candidatos colocados na Universidade do Algarve passou de 942, em 2014, para 1120, em 2015, a que corresponde um aumento de 19% (+178 alunos).

Cursos com a totalidade das vagas ocupadas duplicam

Este aumento associado ao ajustamento da oferta formativa, através de uma redução de 54 vagas (de 1420 em 2014 para 1366 em 2015), permitiu uma diminuição das vagas não ocupadas em 44% (de 481 em 2014, para 270 em 2015). O número de cursos com a totalidade das vagas ocupadas duplicou, de 12 para 24.

Percentagem de ocupação de vagas iguala média nacional

Já a percentagem de ocupação das vagas colocadas a concurso aumentou 16 pontos percentuais, de 66% para 82%, ficando nos níveis da média nacional, que subiu de 74%, em 2014, para 83%, em 2015.

A progressão da percentagem de ocupação das vagas foi muito idêntica nos dois subsistemas da UAlg: no subsistema universitário, de 75% para 90%; e no subsistema politécnico, de 60% para 76%. Refira-se que, a nível nacional, as Universidades registaram uma percentagem de ocupação das vagas de 94% e os Institutos Politécnicos 67%.

Maior crescimento de candidatos 1.ª opção a nível nacional

De realçar que o aumento do número de candidatos 1.ª opção (+ 28%) a cursos da UAlg (de 724 em 2014 para 940 em 2015) acompanhou também o aumento do número de colocados. Simultaneamente neste indicador, a UAlg registou o crescimento mais intenso entre o conjunto das universidades. A nível nacional, o número de candidatos à 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior subiu 13,8%, face a 2014.

António Branco, reitor da UAlg, congratula-se com “a consolidação do crescimento no número de candidatos colocados na 1ª fase, refletida no segundo ano consecutivo de aumento de novos estudantes, ainda por cima quando ele é acompanhado de um elevado aumento de colocações em 1ª opção”. O reitor reitera que “a UAlg também proporcionará a estes mais de mil novos estudantes uma formação académica num ambiente de grande proximidade e de bom exemplo da prática da cidadania”.

Politécnico de Leiria com mais 15% de colocados na primeira fase do concurso nacional de acesso

 

O Instituto Politécnico de Leiria (IPLeiria) aumentou em 15% o número de colocados na primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, mais 190 que no ano anterior. O Instituto recebe assim 1.455 novos estudantes nas suas licenciaturas, e incrementa a taxa de preenchimento de 67% para 77%, valor que sobe para 84% no que respeita às vagas em regime diurno.

Nuno Mangas, presidente do IPLeiria, refere que, «em termos nacionais, foi uma das instituições que registou o maior aumento do número de estudantes colocados, estando entre as 10 instituições públicas de ensino superior com mais estudantes colocados na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior».

Da oferta formativa do IPLeiria no que respeita a licenciaturas, 23 cursos preencheram já a totalidade das vagas disponíveis: Comunicação e Media, Desporto e Bem-Estar, Serviço Social, Tradução e Interpretação: Português/Chinês – Chinês/Português da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS), Administração Pública, Biomecânica, Contabilidade e Finanças, Engenharia Informática, Gestão, Jogos Digitais e Multimédia, Marketing e Solicitadoria da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG), Artes Plásticas, Design Gráfico e Multimédia (Diurno e pós-laboral), Design Industrial, Som e Imagem, da Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha (ESAD.CR), Gestão Turística e Hoteleira e Turismo, da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM), e Diatética, Enfermagem, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, da Escola Superior de Saúde (ESSLei).

A ESAD.CR preencheu 325 das 330 vagas disponíveis (99%), e a ESSLei ocupou 88% das suas vagas. Os cursos que registaram a média de entrada mais alta – do último estudante colocado – foram também nestas escolas: Fisioterapia da ESSLei (149,0), e Design Gráfico e Multimédia da ESAD.CR (148,5).

«Os resultados da primeira fase são globalmente bastante positivos, e esperamos preencher a generalidade das vagas disponíveis nas restantes duas fases e nos concursos e regimes especiais. À semelhança do que aconteceu em 2014, o Politécnico de Leiria continua a ser, de forma crescente e em primeira opção, a escolha de muitos estudantes, que procuram a sua qualidade de ensino, um corpo docente qualificado e empenhado, e uma região dinâmica, empreendedora e com qualidade de vida», salienta Nuno Mangas.