Daily Archives: 10 Setembro, 2015

ICVS-UMinho realiza estudo sobre doenças respiratórias em Portugal

As doenças respiratórias crónicas em Portugal vão ser avaliadas na próxima década pelo ICVS – Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde da Universidade do Minho. O estudo, chamado UNLOCK Portugal, tem a parceria do International Primary Care Respiratory Group e do Núcleo de Doenças Respiratórias da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (GRESP/APMGF). O projetopretende identificar e acompanhar doentes com asma, doença pulmonar obstrutiva crónica e rinite. O registo de dados clínicos será feito por médicos de família voluntários, através de uma plataforma online, que não existia em Portugal neste âmbito.

“Esperamos fornecer novos elementos e aumentar o conhecimento destas doenças a vários níveis, como a prevalência e incidência de casos, os fatores de risco, a melhoria de práticas clínicas, o custo económico das doenças e o apoio a programas de saúde comunitária”, refere Jaime Correia de Sousa, que coordena o estudo e o Núcleo de Saúde Comunitária do ICVS. Os médicos que desejem participar podem assim fazer o registo atualizado da evolução e gestão clínica das doenças e dos utentes, segundo as boas práticas recomendadas, fornecendo em simultâneo dados ao projeto. O estudo decorre em todo o país, exceto nas regiões autónomas. Foi autorizado pelas várias Comissões de Ética das Administrações Regionais de Saúde e pela Comissão Nacional de Proteção de Dados.

Projeto pioneiro e a longo prazo

Para Jaime Correia de Sousa, este trabalho pioneiro permite fazer uma panorâmica a longo prazo das doenças respiratórias crónicas, colmatando assim as necessidades de investigação que se centraram até aqui sobretudo em aspetos epidemiológicos. O estudo irá debruçar-se sobre as doenças com maior impacto social, como a asma e a doença pulmonar obstrutiva crónica, ou em fatores de risco conhecidos, como o tabagismo. Além disso, procura responder à necessidade de estudos de morbimortalidade neste âmbito, na sequência da entrada em vigor do Programa Nacional para as Doenças Respiratórias, da Direção-Geral de Saúde.

Entretanto, o ICVS da UMinho e o GRESP/APMGF desenvolveram um estudo que visa obter um consenso para a implementação de uma Agenda de Investigação em Doenças Respiratórias nos Cuidados de Saúde Primários em Portugal. “Apesar da conjuntura económica atual, vislumbra-se um futuro risonho neste setor, graças ao crescente número de investigadores, de publicações e de projetos científicos, a par de uma ligação mais sólida às academias e a redes internacionais, que permitem estudos comparativos e aprofundados”, justifica Jaime Correia de Sousa.

Além de investigador no laboratório associado ICVS/3B’s, Jaime Correia de Sousa é professor da Escola de Ciências da Saúde da UMinho, membro e ex-coordenador do GRESP/APMGF, presidente eleito do International Primary Care Respiratory Group e médico na USF Horizonte – Matosinhos. Foi diretor do Instituto de Clínica Geral do Norte de Portugal, do Centro de Saúde de Ermesinde e representou a Ordem dos Médicos na União Europeia de Médicos de Clínica Geral.

Universidade Europeia regista aumento Médio de 30% na procura das suas licenciaturas

A Universidade Europeia – que pertence ao maior grupo mundial de educação superior, a Laureate International Universities – registou, na primeira fase de acesso ao Ensino Superior, um crescimento médio de 30 por cento em todas as licenciaturas disponíveis, incluindo o ano de estreia do novo curso de Direito, a mais recente aposta formativa da instituição. Com um modelo académico inovador e diferenciador e um ambicioso plano de expansão territorial em Portugal, a Universidade Europeia tem a expectativa de iniciar este ano letivo com um total de 3100 alunos, mais 10% do que em 2014.

 

A Universidade Europeia – que pertence ao maior grupo mundial de educação superior, a Laureate International Universities – registou, na primeira fase de acesso ao Ensino Superior, um aumento médio de 30 por cento na procura das suas licenciaturas. A Universidade Europeia tem a expectativa de iniciar o ano letivo de 2015-2016 com um número recorde de 3100 alunos (mais dez por cento face ao ano passado).

O crescimento das candidaturas à Universidade Europeia, em contraciclo com o mercado de ensino superior nacional, supera o aumento percentual do número de estudantes que este ano concorreram ao ensino superior público, e é o resultado de um forte investimento da Universidade Europeia num projeto sólido em expansão e de referência internacional, assente num modelo académico diferenciador focado no “saber-fazer”, na internacionalização e na empregabilidade.

O curso de Direito, a mais recente aposta da Universidade Europeia, que contratou o ex-presidente do Conselho Diretivo da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Eduardo Vera-Cruz Pinto, para a coordenação de um projeto educativo inovador, que vai preparar os alunos para um perfil de “jurista-gestor”, com uma visão global sobre o Direito, acompanha também esta tendência de crescimento, superando em 36 por cento as previsões da instituição, de acordo com os dados preliminares recolhidos. A aposta estratégica realizada pela Universidade Europeia no lançamento deste novo curso acompanha a tendência revelada nos resultados da primeira fase do concurso nacional de acesso ao Ensino Superior, nos quais Direito se afirmou como o curso superior que mais alunos colocou este ano na Universidade.

O balanço provisório realizado pela Universidade Europeia, no rescaldo do anúncio dos resultados da primeira fase de acesso ao Ensino Superior, revela um aumento muito expressivo da procura do curso de Engenharia Informática – com um crescimento de 180 por cento face a 2014 –, espelho de uma sociedade e de uma economia irreversivelmente digital, e resultado do pioneirismo curricular e reforço de docentes da Universidade Europeia nesta licenciatura.

As licenciaturas em Gestão registaram um aumento de 41 por cento nas candidaturas à Universidade Europeia, um crescimento alicerçado na empregabilidade, experiência internacional e perspetiva transversal e global que a instituição oferece aos seus estudantes, assim como fruto da parceria com a London School of Economics.

Ao nível da Gestão Hoteleira e Turismo, o balanço preliminar da Universidade Europeia aponta para um crescimento da procura acima dos 25 por cento, acompanhando o crescimento do cluster de Turismo que Portugal e a sua capital estão a criar, assente em projetos de empreendedorismo modernos e inovadores.

Atualmente, a Universidade Europeia posiciona-se como a primeira opção dos estudantes que acedem ao Ensino Superior nos cursos de Turismo, Gestão Hoteleira, Design e Marketing. A Instituição tem o mesmo objetivo de afirmação de liderança nos cursos de Direito, Psicologia, Engenharias de Jogos e Informática, e Gestão de Empresas, nos quais tem feito um investimento muito significativo no reforço do corpo docente e nos programas de investigação, parcerias com outras universidades de qualidade, tanto em Portugal como no estrangeiro, e no aumento da qualidade dos serviços e das infraestruturas do Campus em Lisboa.

Este crescimento preliminar de dois dígitos na procura dos cursos da Universidade Europeia em 2015 assenta num modelo diferenciador e inovador, no qual as competências transversais, a empregabilidade, a investigação, a mobilidade internacional e o multiculturalismo constituem ferramentas incontornáveis do ensino ministrado.

A Universidade Europeia foi pioneira em Portugal na introdução das licenciaturas em Inglês (com o objetivo de preparar profissionais globais para um mundo cada vez mais globalizado), licenciaturas duplas (com a oferta da licenciatura dupla em Direito e Gestão), assim como do LPA – Laureate Professional Assessement, modelo que avalia as competências dos alunos do grupo Laureate.

A Universidade Europeia tem como objetivo ser a primeira instituição de ensino superior não público a ministrar o curso de Medicina, alicerçada na experiência da rede da Laureate International Universities, que conta mais de 14 escolas de Medicina a nível global, por forma a diminuir o número de estudantes que têm de sair de Portugal para completar a sua formação superior em Ciências Médicas, bem como a necessidade de contratar médicos estrangeiros para trabalhar em Portugal.

Projeto europeu coloca 500 alunos portugueses a criarem peças jornalísticas sobre alterações climáticas

A Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), através do projeto Clima@EduMedia, percorreu 31 escolas do país para ensinar alunos do 3.º ciclo e do ensino secundário a usarem os média para a produção de conteúdos sobre alterações climáticas.

A ação envolveu 31 escolas de norte a sul do país e resultou da iniciativa de um projeto da Faculdade de Letras da Universidade do Porto sobre alterações climáticas

A iniciativa realizou-se durante várias sessões, chamadas de “Formação Relâmpago”, que decorreram de março a junho deste ano. Participaram 540 alunos, 80 professores e 55 especialistas em ciência das alterações climáticas. No total, os estudantes das diferentes escolas criaram 90 peças jornalísticas para publicação nos respetivos média escolares.

As formações foram desenhadas com o objetivo de ajudar os alunos no desenvolvimento de competências de literacia mediática, como a interpretação crítica dos conteúdos produzidos pelos diversos média e a capacidade para a produção de produtos jornalísticos.

A criação dos produtos mediáticos por parte dos alunos exigiu a realização de um estudo prévio sobre vários temas relacionados com as alterações climáticas e a entrevista a especialistas, tanto presencialmente como por videoconferência.

José Azevedo, coordenador do Clima@EduMedia – projeto responsável pelo desenvolvimento das ações de formação – e docente da FLUP, refere que “esta é uma iniciativa verdadeiramente inédita no país, na medida em que os alunos estiveram em contacto com especialistas da área dos média, que os auxiliaram a produzir conteúdos e a descodificar mensagens mediáticas, algo que é absolutamente fundamental para o cidadão do século XXI.”. Simultaneamente, as sessões de formação “ajudaram os estudantes a tomar uma maior consciência sobre a ocorrência das alterações climáticas, problema que está na ordem do dia”, sublinha.

Os trabalhos com maior qualidade jornalística e rigor científico foram publicados no website do Clima@EduMedia, numa secção exclusivamente dedicada para o efeito e intitulada “Jornalista Júnior”: http://www.climaedumedia.com/jornalista-juacutenior.html. Todos os conteúdos mediáticos estão abertos para consulta pública.

Sobre o Clima@EduMedia

O Clima@Edumedia é um projeto desenvolvido pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto ao abrigo do Programa “AdaPT – Adaptando Portugal às Alterações Climáticas”, com a missão de apoiar a educação nacional em matéria de mudanças climáticas, através do uso dos média.

O projeto está integrado no Programa AdaPT, gerido pela Agência Portuguesa do Ambiente, IP, enquanto gestora do Fundo Português de Carbono (FPC). Beneficia de um apoio de 472.041,22 Euros, cofinanciados a 85% pela Islândia, Liechtenstein e Noruega, através do Programa EEA Grants, e a 15% pelo FPC.