Daily Archives: 11 Setembro, 2015

“Viagens de livros” é a nova exposição que assinala os 25 anos da ESAD.CR/IPLeiria

“Viagens de livros – O Livro de Artista nos 25 anos da ESAD.CR” é o nome da exposição integrada no âmbito do 25.º aniversário da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha (ESAD.CR), do Instituto Politécnico de Leiria (IPLeiria), com inauguração simultânea no dia 12 de setembro, às 16h00, na Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira e no m|i|mo – museu da imagem em movimento, em Leiria. A mostra criativa, repartida pelos dois espaços culturais, apresenta a produção artística ligada ao livro como obra de arte, entre 2010 e 2015.

Os resultados artísticos retratam a história do livro diretamente ligada às contingências político-económicas, à história das ideias, às religiões, à geografia, à disseminação do conhecimento, à escrita, ao mapeamento de territórios, mas, sobretudo, às artes. «Quisemos incentivar a valorização da função do Livro, a operatividade e os elementos que o compõem como nós hoje o conhecemos – a página, a capa, a contracapa, a escrita, o gesto associado ao seu manuseamento, e a tudo aquilo que é específico da sua semântica», refere Isabel Baraona, docente da ESAD.CR/IPLeiria que integra a coordenação desta exposição.

«Os currículos apresentados aos estudantes motivaram-nos a pensar e produzir um projeto artístico individual, atendendo àquilo que são os interesses e investigações de cada um, e a atender às premissas e mecânicas do Livro», acrescenta Isabel Baraona. «Para a exposição convocámos o fantástico relato “Peregrinação”, de Fernão Mendes Pinto, exemplo maior da literatura de viagem portuguesa, e assim “roubámos” dez partidas ao autor, deixando o trabalho de cada artista “viajar” nas suas narrativas».

Os trabalhos artísticos dos estudantes resultam das unidades curriculares “Livro de Artista”, lecionada por Ana João Romana e Isabel Baraona, da licenciatura em Artes Plásticas, e “O Livro Performativo e como Espaço Alternativo de Exposição”, lecionada por Susana Gaudêncio, do mestrado em Artes Plásticas. A mostra está patente até ao dia 29 de setembro, de segunda a domingo, entre as 9h30 e as 17h30 no m|i|mo, e de terça a sexta, das 10h00 às 20h00, ou segundas e sábados entre as 14h00 e as 20h00, na Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira.

Precisamos de mil empresários influenciados pela investigação científica, diz Henrique Neto 

O candidato presidencial Henrique Neto disse hoje, quinta-feira, 10 de setembro, que «precisamos de ter mil empresários influenciados pela investigação científica» e, assim, resolveríamos boa parte dos problemas económicos do país. Henrique Neto falava num encontro com Maria Arménia Carrondo, presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia, e acrescentou que «tem de haver estratégica, orientação, pouca burocracia, uma mudança de cultura, enfim, uma revolução de mentalidades».

Levar a investigação científica para as empresas, como solução para o subdesenvolvimento do País e a crise económica que nos atrapalha a vida todos os dias, foi o tema da conversa que Henrique Neto levou para a mesa de trabalho de Maria Arménia Carrondo, e que foi bem recebido pela Presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia.

O candidato presidencial disse que é bom ver que as start-up empresariais já incorporam muita tecnologia de ponta, mas acrescentou que «os sectores tradicionais não podem ser esquecidos, não podemos esquecer aquilo que sabemos fazer bem já há muitos séculos», referindo-se nomeadamente aos sectores do calçado, confecções, moldes e indústria automóvel, «que são quem sustenta a economia do País».

Henrique Neto explicou que «precisamos de uma revolução cultural, o cientista que investiga tem de ir às empresas saber quais são os problemas que existem e que ele pode ajudar a resolver» e, garante o candidato presidencial, só assim as coisas mudarão.

«As instituições da ciência e da tecnologia, as universidades, deveriam ter vendedores, pessoas capazes de traduzir a ciência, e igualmente capazes de perceber quais as soluções tecnológicas para os mais variados problemas que a indústria enfrenta», diz Henrique Neto, ele próprio empresário de sucesso, e precursor em Portugal de métodos de produção baseados em tecnologia de ponta e na robótica.

A presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia respondeu que está já a ser lançado, pela primeira vez em Portugal, «um concurso para a contratação de algumas dezenas de investigadores com a missão de comunicar com as empresas e orientar a investigação para coisas concretas», um pouco à semelhança do que Henrique Neto preconiza. Para Henrique Neto, este é o nó górdio da economia nacional e, garante o candidato presidencial, «caso seja eleito, esta será uma das principais preocupações do Presidente da República». «Não está escrito que o Presidente da República não se pode debruçar sobre estes temas», concluiu.