21 Janeiro, 2016

 

“A tradição sineira a norte de Portugal”, “Afurada – Janela de identidades” e “As Rendas de Bilros – Tradição e Património” foram lançadas mundialmente hoje, dia em que o Google Cultural Institute completa cinco anos de existência. São exposições realizadas por estudantes, no âmbito do Mestrado em História da Arte Portuguesa e da Licenciatura em História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP). A plataforma passa a incluir mais de 1000 instituições de todo o mundo e destaca o trabalho desenvolvido pela Universidade do Porto.

Da necessidade da presença de um sacerdote durante a fundição até às propriedades benéficas do som do sino, apregoadas desde a Antiguidade, “A tradição sineira a norte de Portugal” apresenta-nos uma visita guiada pelas técnicas de fundição de sinos, assim como pelo toque manual, uma herança passada de geração em geração. Parte integrante da paisagem cultural e sonora do mundo ocidental e apesar de se tratar de um bem material, o sino é apresentado nesta exposição sob uma perspetiva intangível. Sem descurar o carácter sagrado que o sino adquiriu na cultura popular enquanto regulador de costumes.

Localizada na margem esquerda do Rio Douro, a comunidade piscatória do lugar da Afurada comunga de uma ferverosa religiosidade e confere uma identidade específica à paisagem urbana ribeirinha. Depois de uma recolha de registos fotográficos, “Afurada – Janela de Identidades” apresenta os aspetos de continuidade e rutura que as Festas de São Pedro da Afurada têm enfrentado ao longo dos anos. Cenário por excelência para as fotografias, o rio que liga as margens do Douro é palco de atuação que atravessa gerações.

Atualmente, as Rendas de Bilros são maioritariamente feitas por encomenda a rendilheiras de “mãos gastas” que ainda viram as suas mães e avós a trabalharem na soleira da porta. Em chapéus, golas, punhos ou decotes são múltiplas as possibilidades de aplicação das Rendas de Bilros, cuja história remonta ao século XVII, nas freguesias de Vila do Conde, Azurara e Árvore, com uma predominância clara na primeira, onde tiveram um papel relevante na economia local. A Escola de Rendas de Vila do Conde, a Associação para a Defesa do Artesanato e Património e o Museu das Rendas de Bilros de Vila do Conde receberam a visita dos estudantes da FLUP. O resultado pode ver-se em “Rendas de Bilros – Tradição e Património”.

Maria Leonor Botelho, docente da Faculdade de Letras da U.Porto e uma das coordenadoras do projeto, sublinha que “para além da experiência pedagógica, estas exposições destacam-se pelo facto de abrirem caminho a que os estudantes vejam o fruto do seu trabalho publicado e a FLUP veja a sua missão de difusão de conhecimento a ser reconhecida internacionalmente numa plataforma de renome como a do Google Cultural Institute”.

Estas três exposições do Google Cultural Institute (https://www.google.com/culturalinstitute/browse/Universidade%20do%20Porto) vão juntar-se à exposição “Porto Património Mundial”, também desenvolvido pelos estudantes de Mestrado em História da Arte Portuguesa da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

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