27 Outubro, 2016

Uma equipa do laboratório associado ICVS/3B’s da Universidade do Minho venceu a primeira edição do Prémio Janssen Inovação, com um trabalho sobre a doença de Alzheimer. O galardão, no valor de 30 mil euros, foi entregue ontem, em Lisboa, pelo ex-Presidente da República Jorge Sampaio e pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor.

A equipa distinguida, liderada por John Sotiropoulos, demonstrou que o stress crónico gera mecanismos que levam à disfunção neuronal, agravando assim doença de Alzheimer. Trata-se de um passo relevante para entender o que leva à fisiopatologia da doença de Alzheimer. Em particular, os cientistas concluíram que a proteína Tau é um modelador importante das cascatas de sinalização que medeiam a disfunção sináptica/neuronal e na disfunção cognitiva induzida pelo stress.

Para isso, os investigadores submeteram ratinhos a stress crónico e verificaram que o subgrupo de ratinhos sem a proteína Tau era “resistente”, não manifestando quaisquer características depressivas, deficits cognitivos ou atrofia neuronal. O estudo premiado, “Tau therapeutics in stress-evoked brain pathology: exploring the path from depression to Alzheimer´s disease”, teve ainda a coautoria de Ana Sofia Lopes, João Silva, Chrysoula Dioli, Mónica Morais e Vítor Pinto, todos do ICVS – Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde e da Escola de Medicina da UMinho.

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