25 Janeiro, 2018
A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) participa, com quatro outras instituições de ensino superior europeias, num projeto inovador que visa desenvolver uma plataforma web assente num modelo para educação em Enfermagem baseado em competências digitais, que servirá, simultaneamente, para a gestão de pessoas com doenças crónicas.
Sumariamente, o projeto DigiNurse, cofinanciado pelo programa Erasmus +, prevê a construção de uma plataforma que permitirá a partilha eletrónica de dados e que funcionará como suporte de cuidados à distância, com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento de um modelo integrado de cuidados, onde cidadãos, profissionais de saúde e estudantes de Enfermagem são encorajados a participarem ativamente nos processos de saúde.
«É necessária uma nova abordagem na saúde para enfrentar a crescente procura de cuidados personalizados e centrados no cidadão, nos próximos anos, fornecendo cuidados mais inteligentes, à distância (online ou digital), com maior foco na prevenção e deteção precoce de doenças, bem como em conformidade com o tratamento. O desafio será fornecer mais e melhores cuidados de qualidade, com os mesmos recursos, à medida que as pessoas envelhecem e desenvolvem mais doenças crónicas», sustentam as cinco instituições de ensino superior de quatro países se vão debruçar sobre esta problemática no âmbito do novo projeto: além da ESEnfC, também a Universidade de Ciências Aplicadas de Tampere (Finlândia), a Universidade de Liubliana (Eslovénia), o Thomas More University College (Bélgica) e a Universidade de Ciências Aplicadas de Karelia (Finlândia).
Pedro Parreira, João Graveto e Paulo Alexandre Ferreira são os professores que, com participação do enfermeiro Paulo Costa (mestre em Enfermagem – área de Gestão de Unidades de Cuidados), formam a equipa da ESEnfC no projeto DigiNurse.
Os elementos da ESEnfC assinalam a importância do projeto, não só pelo «desenvolvimento de competências digitais por parte dos estudantes, enfermeiros e cidadãos portadores de doença crónica», mas também pela «participação dos estudantes na conceção de soluções inovadoras que contribuam para a melhor gestão da doença através do follow-up de cidadãos portadores de doença crónica».
Analisar as melhores práticas de cuidar no acompanhamento e controlo de pessoas portadoras de doença crónica, numa perspetiva de prevenção secundária e terciária, é outro aspeto que o grupo da ESEnfC destaca no âmbito do trabalho a realizar por este consórcio europeu.

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