Monthly Archives: Fevereiro 2018

Universidade Europeia, Instituto Português da Juventude e Direção Geral de Educação promovem Programa Nacional sobre Ética Desportiva

Estudantes do ensino secundário e profissional de Portugal Continental podem candidatar-se a este desafio, que terá como tema “(Re)educando os pais no Desporto”.

A Faculdade de Ciências da Saúde e do Desporto da Universidade Europeia, em parceria com o Instituto Português da Juventude, no âmbito do Plano Nacional de Ética no Desporto (PNED), e em colaboração com o Programa do Desporto Escolar da Direção Geral da Educação, promovem o concurso “Inovar Pela Ética no Desporto”.

A iniciativa tem como objetivo apoiar o desenvolvimento de projetos de intervenção social que promovam a ética desportiva e cujo custo máximo de implementação não exceda os 2000 euros. Os estudantes do ensino secundário e profissional de todas as escolas de Portugal continental podem candidatar-se a este desafio, organizados em equipas de três e um professor.

Os projetos devem centrar-se sob o tema “ (Re) educando os pais no Desporto”, e devem versar sobre o envolvimento da família no tema da ética, fomentando a ideia de que os pais devem participar na formação ética e desportiva dos filhos, em colaboração com os treinadores.

Os autores dos projetos classificados nos dois primeiros lugares do concurso serão premiados com bolsas de estudo para as licenciaturas da área científica de Desporto da Universidade Europeia – Gestão do Desporto e Ciências do Desporto e da Atividade Física. – A bolsa a atribuir à equipa vencedora financia metade da propina de qualquer uma das licenciaturas enquanto os segundos classificados recebem bolsas equivalentes a 25 por cento do valor da propina.

As candidaturas devem ser submetidas online até ao dia 23 de março de 2018, através da página da Universidade Europeia criada para o efeito: http://info.europeia.pt/concurso-desporto.

Para mais informações pode ver aqui: https://youtu.be/dCTMQZYtopc.

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE ENERGIAS RENOVÁVEIS LANÇA PRÉMIO APREN 2018

Associação Portuguesa de Energias Renováveis anuncia a quarta edição do Prémio APREN 2018, uma iniciativa que pretende divulgar e premiar dissertações académicas realizadas em instituições de Ensino Superior portuguesas, relacionadas com a eletricidade de origem renovável.

As candidaturas estão abertas até ao dia 15 de julho.

A edição deste ano, que conta com o apoio da EDP Produção e EDP Renováveis, destina-se a teses de mestrado e de doutoramento e atribuirá, pela primeira vez, prémios monetários também aos segundos melhores classificados de cada categoria.

Todos os trabalhos aceites a concurso serão expostos ao público no âmbito da Conferência anual da Associação, que terá lugar a 9 de outubro, na Fundação Oriente, em Lisboa.

Para mais informações, clique aqui.

Prémio APREN 2017 

A APREN, com o apoio da EDF – Energies Nouvelles, organizou em 2017 a terceira edição do Prémio APREN, dedicada em exclusivo a teses de mestrado. Foram submetidas 23 candidaturas de 5 instituições de ensino superior nacionais, tendo o júri selecionado 22 que foram expostas ao público no âmbito da Conferência anual da associação, realizada a 25 de outubro.

O primeiro prémio foi atribuído a João Teixeira, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, graças à sua tese “Comportamento dos Preços do MIBEL no ano de 2016 tendo em Conta Cenários de Crescimento da Produção em Regime Especial”. Foram ainda atribuídas menções honrosas a Inês Barreira, do Instituto Superior Técnico, e Rita Machado, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. 

A APREN e as Universidades

O Prémio APREN insere-se nas iniciativas levadas a cabo pela Associação, direcionadas especialmente para os estudantes universitários. Em 2015, a APREN criou a “marca” APREND, onde agrega todas as iniciativas deste género.

EBEC Challenge 2018 – Estudantes competem com engenharia

Nos próximos dias 15, 16, 17, 18 e 21 de março irá decorrer na Universidade de Aveiro a competição EBEC Challenge Aveiro.

A EBEC Challenge – European BEST Engineering Competition Challenge – é a maior
competição de engenharia da Europa e é direcionada a estudantes de engenharia, ciências
e tecnologias. Nesta competição, os concorrentes são colocados à prova para testar os
seus conhecimentos adquiridos em ambiente académico, promovendo o trabalho em equipa
e o desenvolvimento pessoal e intelectual. Existe, também, a possibilidade de interação
entre os estudantes, a universidade e as empresas.

Este projeto realizar-se-á em duas fases: a primeira serão as rondas locais,
organizadas por várias universidades, e a segunda será a ronda nacional, EBEC Challenge
Portugal. A EBEC Challenge Aveiro é uma das fases locais. Decorre na Universidade de
Aveiro e é organizada pela associação BEST Aveiro, uma organização de estudantes
proativos de ciências, engenharias e tecnologias, que oferece à comunidade estudantil a
oportunidade de participar em vários eventos, de forma a aproximá-los da universidade e
das empresas através de serviços em três áreas: envolvimento educacional, educação
complementar e apoio à carreira.

A EBEC Challenge Aveiro tem início a 15 de março, com uma feira de empresas e
uma cocktail network. A feira de empresas é organizada de forma a que as empresas
possam demonstrar os seus serviços a toda a comunidade académica e constitui um elo de
ligação entre os estudantes e as entidades presentes. Também haverá um workshop em
Time Management, no dia 16 de março.

A competição inicia a 17 de março e tem a duração de 24 horas seguidas. Nela, as
equipas participam na modalidade de Case Study, resolvendo duas provas teóricas, de 12
horas cada, ou Team Design, construindo um protótipo que solucione um problema, com
acesso a materiais limitados. As tarefas de cada modalidade serão propostas por empresas
parceiras.

A apresentação das soluções finais encontradas pelas equipas será dia 21 de
março. Estas serão avaliadas por um painel de jurados, que decidirão qual a equipa
vencedora que representará a Universidade de Aveiro na fase nacional, em Almada.

Candidaturas abertas para a edição 2018 da VdA Academia Spring School

Estão abertas as candidaturas para a VdA Academia Spring School 2018, um programa de excelência na área das soft skills, desenhado à medida dos estudantes de Direito, que irá decorrer de 25 a 28 de março, em Peniche.

 

A iniciativa promovida pela Vieira de Almeida & Associados – em parceria com as Associações de Estudantes das Faculdades de Direito da Universidade de Lisboa, da Universidade Nova de Lisboa, da Universidade de Coimbra, da Universidade do Porto, da Universidade do Minho e da Universidade Católica – volta a receber 100 estudantes de todo o país que queiram investir na preparação do seu futuro na área da advocacia, ao longo de 4 dias intensivos de workshops, talks inspiradoras e seminários.

 

Além de abordar temas chave para a preparação do contacto com o mercado de trabalho em seminários sobre “O que as sociedades de advogados procuram” ou “Ser advogado numa sociedade de advogados” com a formadores da própria VdA e da FIND – consultora de recursos humanos especializada na área do Direito – o programa incluirá ainda novos workshops dedicados ao “Mindfulness” ou aos “7 hábitos das pessoas altamente eficazes” e talks sobre o “Futuro da advocacia”.

 

Este ano os participantes encontrarão ainda mais oportunidades de networking com profissionais da VdA, e continuam a ter a oportunidade de ganhar um estágio de verão, como aconteceu com Carolina Vaza Santos, participante da Spring School 2017: “foram 3 semanas recheadas de uma nova perceção da

realidade: a real perceção. Acima de tudo, com este estágio senti-me guiada, algo que se mostra determinante nos dias que correm.”

 

A participação na Spring School inclui alojamento e refeições no hotel MH Atlântico, em Peniche, e transporte ida-e-volta a partir de Lisboa, Coimbra e Porto. Envolve o pagamento de um valor simbólico de inscrição (50€) que reverte a favor dos projetos de promoção da empregabilidade jovem da TESE – Associação para o Desenvolvimento.

 

As candidaturas à VdA Academia Spring School 2018 estão abertas até 28 de fevereiro em: http://www.vdacademia.pt/pt/vda-academia-spring-school/

Babysitting part-time ideal para estudantes universitários

Para ajudar nas despesas da faculdade ou fazer aquela viagem há tanto tempo sonhada o babysitting é o part-time ideal para conciliar com os estudos. A plataforma online Babysits foi criada a pensar nos estudantes.

  • O trabalho de babysitting é de grande responsabilidade, mas para os estudantes que estão habituados e gostam de crianças pode ser compensador
  • O Babysits foi desenvolvido a pensar especificamente em jovens que estão a estudar uma vez que é completamente gratuito para babysitters.
  • Na nova plataforma online é possível encontrar uma babysitter ou uma família que precise de ajuda na proximidade geográfica

O babysitting é uma atividade que pode ser facilmente conciliada com os estudos, porque permite alguma flexibilidade no encontro dos horários da vida académica com as necessidades de quem procura alguém de confiança para tomar conta dos filhos.

A nova plataforma online Babysits tem como objetivo ajudar as famílias a descobrirem babysitters de forma simples, segura e económica ao mesmo tempo que abre oportunidades para os estudantes que gostam de crianças e pretendem ganhar algum dinheiro extra.

No site é possível procurar famílias nas proximidades do local onde a babysitter se encontra e, ao contrário do que acontece em outras plataformas similares, os utilizadores têm poder de decisão relativamente ao seu salário, disponibilidade e quem contactam.

“Acreditamos que os alunos universitários são excelentes babysitters uma vez que conseguem construir uma relação de proximidade com as crianças de quem cuidam, enquanto simultaneamente desenvolvem competências que lhes serão úteis no futuro. Para além disso, estarão a ajudar pais e famílias na sua comunidade, ganhando algum dinheiro extra nos tempos livres e experiência”, consideram os responsáveis da Babysits.

Procura-se babysitter nas proximidades

Os pais têm acesso a um mapa do país onde carregando numa determinada localidade geográfica encontram babysitters disponíveis naquela região. Quem procura alguém para tomar conta de crianças pode também publicar no site um anúncio “procura-se babysitter” e as pessoas disponíveis contactam se estiverem interessadas.

A plataforma inclui também um sistema de avaliações e referências das famílias e babysitters. Tanto uns como outros podem igualmente verificar a identidade através do endereço de email, número de telefone e ligação a outros perfis online.

No Babysits os estudantes fazem um pequeno perfil de apresentação para se darem a conhecer, em que informam sobre a idade, experiência com crianças, disponibilidade de horários e outras curiosidades.

Mafalda Carvalho, de Lisboa, conta que ficou satisfeita ao recorrer a esta ajuda online: “Sou mãe solteira, por isso é muito difícil para mim conciliar o trabalho com os horários das minhas filhas e a Babysits veio facilitar-me imenso a vida. É super fácil registar na plataforma e, através da informação de perfil e referências, consegue-se fazer uma boa seleção e ver todos os babysitters registados na minha área”.

Desde o lançamento da Babysits em julho de 2017 mais de três mil babysitters já se registaram na plataforma que está disponível na Internet ou em apps para android e iOS.

 

Investigadores de Coimbra desenvolvem aerogéis “limpos”

 

Uma equipa de investigadores do Departamento de Engenharia Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e da empresa Active Aerogels desenvolveu um novo aerogel em resposta a um desafio lançado pela Agência Espacial Europeia (ESA).

 

Apesar das caraterísticas únicas que os atuais aerogéis produzidos pela empresa de Coimbra possuem – super isolamento térmico, extrema leveza e flexibilidade –, a sua aplicação no setor espacial é limitada devido a alguma libertação de pó e partículas, o que os torna pouco práticos para a ESA.

 

Considerando que a montagem de qualquer componente espacial é efetuada em salas limpas que têm de cumprir vários critérios, sendo um deles a contaminação por partículas que é definida em várias classes, a libertação de pó e partículas é crítica, mesmo que o aerogel seja encapsulado, porque em caso de quebra ou rasgo acidental, o risco de contaminação continua a ser bastante elevado.

 

E foi precisamente para ultrapassar este problema que o projeto AerogelDustFree, orçado em 700 mil euros e financiado por fundos da União Europeia (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional), Portugal 2020 e Centro 2020, juntou mais uma vez as equipas de investigação da Active Aerogels e da FCTUC.

 

Em conjunto, desenvolveram e testaram várias estratégias de síntese com o objetivo de reduzir a libertação de pó e partículas, obtendo um aerogel “limpo”. A combinação de poliimidas (um tipo de polímero muito forte e resistente) com sílica, material já usado nos atuais aerogéis produzidos pela empresa, revelou-se uma fórmula de sucesso.

 

Das várias experiências já realizadas em laboratório, o desempenho deste novo aerogel híbrido tem «cumprido o objetivo, ou seja, o novo aerogel não liberta pó nem qualquer tipo de partículas e mantém todas as propriedades da anterior geração de aerogéis», garante Marta Ochoa, responsável pela área de investigação e desenvolvimento da Active Aerogels.

 

Descoberta a fórmula certa, a equipa vai agora «avançar para novos testes, tendo em vista a otimização do processo, e posteriormente prosseguir para a fase de scale-up de forma a conseguir produzir aerogéis nas dimensões necessárias à aplicação final», adianta.

 

Os novos aerogéis “limpos” irão permitir «aumentar a maturidade do produto e, assim, o seu potencial de mercado, não só para espaço como para a aeronáutica e até mesmo para a construção civil», acrescenta Fábio Silva, responsável de vendas da Active Aerogels.

 

A empresa tem ainda em curso o projeto AGIL (AeroGel In Line), também financiado por fundos europeus (461.786,29 euros), que visa conseguir fabricar aerogel em sistema contínuo de modo a aumentar significativamente a quantidade produzida e consequentemente baixar os custos associados ao seu fabrico.

 

Apesar de o aerogel ser bastante conhecido como excelente isolante térmico, a sua disponibilidade no mercado é ainda bastante reduzida. Nesse sentido, o projeto AGIL pretende confirmar que é possível solucionar este problema através da investigação e desenvolvimento de uma linha de produção de aerogel em contínuo.

 

CATÓLICA-LISBON organiza Volunteer Fair

A CATÓLICA-LISBON School of Business and Economics vai realizar a primeira Volunteer Fair a 6 de fevereiro das 8h00 às 15h00 no piso 1 da Faculdade, para dar a conhecer aos alunos as várias oportunidades de voluntariado e para promover o contacto directo com as organizações.

O voluntariado permite doar parte do nosso tempo a causas de interesse social e comunitário, bem como fomentar o desenvolvimento pessoal e profissional, pois implica o contacto com valores, compromisso e responsabilidade.  Esta é uma forma de as entidades participantes divulgarem as oportunidades de voluntariado aos nossos alunos.

Na Volunteer Fair será ainda divulgado o Portal Ajudamos (www.ajudamos.ucp.pt), uma plataforma onde os interessados se podem inscrever para participar em várias ações de solidariedade.

O evento conta com a colaboração dos portais Ajudamos e Universia (Santander Totta) e com a participação das entidades: Junior Achievement; Para Onde?; AIESEC; MOVE; Sonha, Faz e Acontece; AMI; Refood, Banco do Voluntariado da CM Lisboa; Bolsa de Voluntariado da Entrajuda – Associação para o Apoio a Instituições de Solidariedade Social; Just a Change; Associação Zoófila Portuguesa; Speak; GApA + Ajudamos.pt (Santander Totta).

UAlg acolhe eliminatória regional do concurso Famelab Portugal 2018

Pela primeira vez, Universidade do Algarve vai ser palco de uma das eliminatórias regionais do concurso Famelab Portugal, que irá realizar-se às 18h00 do dia 1 de março, no Anfiteatro Teresa Gamito (edifício 1), no Campus de Gambelas. Se quer ser um dos próximos rostos da Comunicação de Ciência em Portugal, então pode candidatar-se de 1 a 15 de fevereiro.

Nesta eliminatória vão ser selecionados alguns semifinalistas para a edição nacional do concurso. O vencedor da final nacional FameLab Portugal 2018 (National Geographic Summit, 12 de abril, Lisboa) irá participar no Festival de Ciência de Cheltenham, no Reino Unido, em junho de 2018, onde irá concorrer nas finais internacionais do FameLab em conjunto com os outros vencedores internacionais.

O FameLab é um concurso internacional de comunicação de ciência líder mundial, em que cada concorrente tem três minutos para demonstrar a sua capacidade de comunicar os temas científicos mais diversos, recorrendo sobretudo à palavra e ao gesto, sem a ajuda de suporte multimédia. Os concorrentes são julgados pelo conteúdo, clareza e carisma das suas apresentações.

O concurso foi criado com o objetivo de aproximar a ciência e os cientistas do público geral e está aberto a qualquer pessoa com idade igual ou superior a 18 anos, que trabalhe ou estude nas áreas de ciências, tecnologia, engenharia ou matemática.

Os concorrentes submetem, em formulário de candidatura online, um vídeo com a apresentação oral do tema escolhido. A qualidade e o formato do vídeo não são importantes, mas devem transmitir ao júri uma ideia clara do que vai ser a apresentação nas eliminatórias regionais, perante o público. As apresentações nas fases que decorrem em Portugal são efetuadas em português, o vencedor nacional fará as apresentações nas meias-finais e final internacionais em língua inglesa.

Em Portugal, esta iniciativa é promovida pelo British Council e pela Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica (https://www.britishcouncil.pt/famelab). No Algarve, é uma parceria que conta com a participação dos Centros de Ciência Viva  de Lagos do Algarve e de Tavira e da Universidade do Algarve.

ESEnfC em missão na Grécia para apoiar crianças e adolescentes refugiados

Uma professora da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) e uma enfermeira a frequentar mestrado na instituição vão estar, durante o mês de fevereiro, no campo de refugiados de Kara Tepe, na ilha de Lesbos (Grécia), onde estimam prestar apoio a 80 crianças em idade escolar e, eventualmente, a dois grupos de jovens adolescentes, ao nível da promoção da saúde mental e da educação não formal.

Nesta missão, a professora Ana Paula Monteiro – investigadora responsável pelo projeto ancorado na Unidade de Investigação em Ciências da Saúde: Enfermagem (UICISA: E), Beyond Borders: Promoting Refugee Children Mental Health – A Mental Health Nursing Project in a Refugee Camp – e a enfermeira Luísa Santos – que estará em ensino clínico no âmbito do mestrado em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria que frequenta na ESEnfC – contam com a inestimável colaboração da Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR), que acolheu esta incumbência, sendo, ainda, aguardado o apoio de algumas empresas de Coimbra.

As representantes da ESEnfC estarão integradas numa equipa de voluntários da PAR, com o estatuto de voluntárias desta plataforma de organizações da sociedade civil portuguesa e sob a sua tutela. A PAR assegura o alojamento e todo o apoio logístico no terreno. As duas enfermeiras vão trabalhar com as crianças tendo por base um contentor sem aquecimento, numa altura em que as condições no terreno são particularmente difíceis: é inverno e faz muito frio.

Ana Paula Monteiro, enfermeira, mestre em Sociologia e doutorada em Ciências Biomédicas, explica que «o campo de Kara Tepe, junto da fronteira com a Turquia, acolhe os refugiados mais vulneráveis, incluindo mulheres que viajam sozinhas com crianças, crianças não acompanhadas, idosos e algumas pessoas com deficiência».

De acordo com a docente da ESEnfC, «crianças e famílias estão num “limbo”, entre uma guerra devastadora e experiências traumáticas e a espera de poderem recomeçar as suas vidas com cidadania plena dentro da Europa». Porém, prossegue a investigadora, «muitas fronteiras estão fechadas e o processo de reunificação familiar e de colocação de refugiados é muito lento».

Para Ana Paula Monteiro e Luísa Santos, «o lema da PAR nesta missão, “Cuidar da Espera”, tem todo o sentido na área de Enfermagem de Saúde Mental».

«São crianças em contextos de extrema vulnerabilidade, que estão, literalmente, à espera do seu futuro. Esperamos, com muita humildade, ser capazes de compreender e acolher esta realidade», afirmam as duas enfermeiras, que com elas levam presentes para as crianças em Kara Tepe: brinquedos de peluche que, ao longo de duas semanas, foram recolhidos na ESEnfC.

O projeto Beyond Borders: Promoting Refugee Children Mental Health – A Mental Health Nursing Project in a Refugee Camp integra uma equipa e vários consultores (investigadores, psicólogos, enfermeiros especialistas em Saúde Mental e especialistas em Psiquiatria), contando também com a colaboração de mais duas professoras da ESEnfC, Paula Camarneiro e Ana Perdigão.