Daily Archives: 2 Março, 2018

Leandro Pereira desafia os alunos de Gestão do ISCTE a resolver problemas da economia real

Leandro Pereira, CEO da WINNING Scientific Management, foi recentemente nomeado Coordenador da Unidade Curricular de Projeto Empresarial, da licenciatura em Gestão do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL). Neste âmbito está a promover uma reforma integral desta disciplina, tendo como principal objetivo aproximar o ensino teórico e académico às necessidades reais das empresas e dos seus gestores e incutir uma visão mais pluralista e interdisciplinar desta unidade curricular na economia real.

A reforma da disciplina pressupõe a integração de quatro dinâmicas inovadoras:

1) A integração de desafios reais e de problemas concretos, que são atualmente enfrentados pelas empresas portuguesas, no mercado da indústria 4.0, e que serão solucionados no âmbito dos projetos finais desenvolvidos pelos alunos.

2) A integração do método científico (business research methods) na economia real e na cultura das empresas portuguesas, permitindo aos alunos o reconhecimento imediato dos seus contributos para o mercado.

3) Desenvolver nos alunos as competências mais importantes no mundo da gestão e o acesso
direto à certificação na área de Gestão de Projetos.

4) 20% dos projetos e casos de estudo, que os alunos irão desenvolver, destinam-se à recuperação de negócios e empresas que foram afetados nos incêndios de 2017.

Neste contexto, todos os alunos de gestão terão de desenvolver Business Challenges propostos por entidades externas ao ISCTE – pequenas, médias e grandes empresas do mercado nacional – e que pretendam lançar novas áreas de negócio, novos produtos e serviços, ou que pretendam reestruturar áreas de negócio atuais.

Nas palavras do professor esta reforma tem quatro objetivos “Desenvolver de forma assertiva as dez competências de gestão mais valorizadas e procuradas no futuro e que permitam criar vantagens competitivas sustentáveis, capazes de desafiar os modelos de negócio no princípio de criação de valor económico e social. São elas:

1) Pensamento de alto nível (sensemaking).

2) Inteligência social.

3) Pensamento singular e adaptativo.

4) Capacidade de adaptação cultural.

5) Pensamento computacional.

6) Literacia nos media.

7) Disciplinariedade transversal.

8) Desenhar mentalidades.

9) Gestão cognitiva.

10) Colaboração virtual.

Em segundo lugar, desenvolver a competência de pesquisa, investigação e processos de trabalho de alta performance onde os tempos são limitados e agressivos, as decisões são complexas e altamente impactantes. Paralelamente, aumentar a competência de trabalhar com factos, evidências, inteligência coletiva e minimizar pressupostos e especulações que tipicamente são a base da destruição de valor.

E, por fim, potenciar ao máximo o “aluno” ISCTE-Licenciado em Gestão dando-lhe elevada visibilidade e dotando-o de competências, ferramentas, boas práticas e princípios éticos e de conduta.” Esta reforma está delineada para a Geração Z (população nascida na metade da década de 90 até ao ano de 2010) e que sucede aos millennials (que referiam ser a geração mais preparada de sempre).

“A geração Z caracteriza-se pela eficácia, pelo consumo rápido e avidez pela informação, com a presença constante da internet que permite tirar qualquer dúvida imediata. É esta geração que deve ser entendida e acolhida, pois é dela que vai surgir a nova perspetiva de colaboradores, cujo talento deve ser aproveitado e percebido como um investimento positivo. A geração Z não é a única alteração geracional que é necessário antecipar no âmbito da força de trabalho, mas ela representa uma parte crítica do futuro coletivo, sendo por isso necessário conhecer e potenciar o seu sucesso.” afirma o professor do ISCTE.