19 Março, 2018

Na edição deste ano, o Fórum da Futurália trouxe-nos para a mesa de debate os temas “Educação, Património e Conhecimento”.

Na tarde de dia 15 de Março, o programa teve abertura com a presença do presidente da Fundação AIP, Jorge Rocha de Matos, do Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues e de uma mensagem gravada da Comissária Europeia de Emprego, Assuntos Sociais, Competências e Mobilidade, Marianne Thyssen.

Após o momento de boas-vindas, fomos contemplados com a presença do Professor Alexandre Quintanilha, Presidente da C.P. de Educação e Ciência da Assembleia da República. Trouxe-nos um discurso bastante motivador sobre o futuro e sobre como capacidades, tais como, a paixão ou a curiosidade, nos podem conduzir ao verdadeiro interesse pelo conhecimento.

De seguida, o programa foi dividido entre dois painéis. O primeiro painel serviu para debater sobre os temas Património, cidadania e territórios inteligentes: interface escola, cidades e políticas culturais e o segundo painel sobre Indústrias culturais e criativas: desafios da qualificação e da revolução digital.

Alguns dos temas relevantes para o futuro da cidadania foram levantados pelo jovem orador Gonçalo Azevedo, fundador da Gap Year Portugal. Com algum humor, desafiou o Fórum para que, no próximo ano, ele não fosse o único orador jovem presente no meio de um painel de uma faixa etária consideravelmente mais velha. Na sua opinião, falta espaço aos jovens para poderem intervir na política do “património”, isto é, as camadas mais velhas da população discutem o futuro das gerações mais novas, mas ainda não houve espaço para os jovens discutirem a política, terem um papel em que podem intervir e por isso terem interesse no património. Querer garantir a preservação do património no futuro é, tal como realça Gonçalo, começar a envolver os jovens nestes debates.

Descrente do atual modelo de educação, já que acredita que decorar matéria para estudar para um exame não é preparar os jovens para o futuro/presente de hoje, propõe que se repense o modelo de ensino e que o mesmo seja orientado para ensinar a utilizar a informação, em vez de decorá-la. No presente, acrescenta, quando vamos procurar por alguma informação no mundo de trabalho vamos diretamente à internet e não é isso que ensinamos aos nossos alunos nas escolas. Acredita que os professores deveriam ensinar os seus alunos a potenciar o uso da internet, como ferramenta para conseguirem a informação de forma imediata, e saber aplicá-la em casos práticos mais ajustados ao contexto real do mundo de trabalho característico dos dias de hoje.

Finaliza o seu discurso deixando-nos com duas sugestões: A primeira de voltar a envolver os jovens na “Educação para a Cidadania”, que acredita estar abandonada das escolas. Não dizer-lhes frases feitas como “deves preservar o património porque é importante”, mas estimular-lhes o verdadeiro interesse para a preservação do mesmo. E a segunda mostrar-lhes o impacto que um jovem poderia ter e a diferença que a sua ação poderia trazer para o país, deixando que tenha um papel de envolvimento importante para a preservação do património no presente e no futuro. Acredita que a motivação do jovem passa a existir quando o mesmo é “levado a sério” nas suas ideias e ações. Sugestões que deixa para que possamos refletir.

A Futurália teve início no dia 14 e terminou no dia 17 de Março. Durante estes dias, houve espaço para se discutirem temas de Emprego & Empregabilidade, conferências e expositores que representavam Universidades, Institutos e Escolas de todo o país. Por sua vez, os jovens e restantes pessoas interessadas, puderam esclarecem dúvidas relativamente a licenciaturas, cursos técnico-profissionais, obter mais informação sobre estudar no estrangeiro e sobre a experiência de se fazer um Gap Year.

Podemos concluir que a Futurália, por todo o seu envolvimento, termina esta edição de forma a fomentar, uma vez mais, o espaço para o debate, esclarecimento de dúvidas e reconhecimento de oportunidades para todos os jovens e interessados nestes temas – uma forma interessante de abordar as opções que todos poderemos vir a ter para o dia de amanhã.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *