Daily Archives: 15 Julho, 2019

Estudantes do IPS apoiam banhistas com mobilidade reduzida

Parceria com o Município de Sesimbra, no âmbito do projeto “All and One”

Setúbal, 15 de julho de 2019 – Com o início de época balnear, o Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) volta a colaborar com a Câmara Municipal de Sesimbra na área do turismo inclusivo e acessível, nomeadamente com a participação de 20 dos seus estudantes no projeto “All and One”, de apoio ao utente no acesso às praias.

A parceria, resultante de um protocolo assinado em 2018, integra este ano também estudantes da licenciatura em Animação e Intervenção Sociocultural, a par dos de Fisioterapia e Desporto, cursos desde logo abrangidos na edição de arranque. 

Para além do aumento do número de estudantes envolvidos – de 10 para 20 – será também alargado o período de apoio ao utente, entre as 9h00 e as 18h00, até ao próximo dia 31 de agosto, abrangendo tarefas como gestão e controle dos equipamentos (cadeiras anfíbias, corredor de acesso, sinalética, passadeiras acrílicas), apoio assistido ao banho de mar e conceção e dinamização de atividades de lazer destinadas ao público com mobilidade reduzida.

Contam-se, no âmbito política de responsabilidade social do IPS, outras colaborações recentes com organizações da região, nomeadamente com a União Desportiva para a Inclusão – APPACDM, no evento “24h a Correr pela Deficiência”, que envolveu perto de 50 estudantes, com a 38ª Campanha do Banco Alimentar, que rendeu 3 800 quilos de bens doados, angariados por 64 voluntários, e com o município local, através da pintura do apeadeiro de Praias do Sado, no âmbito do projeto de participação cidadã “Setúbal Mais Bonita”.

Investigadores da UC desenvolvem plataforma inovadora para planeamento de cirurgias faciais e tratamentos dentários

Uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, constituída por Francisco Caramelo (investigador do Laboratório de Bioestatística e Informática Médica do iCBR – Instituto de Investigação Clínica e Biomédica de Coimbra) e Francisco do Vale (diretor do Instituto de Ortodontia), integra um consórcio nacional que conquistou um financiamento de 800 mil euros para desenvolver uma plataforma inovadora de simulação e visualização 3D, para o planeamento de cirurgias faciais e tratamentos ortodôntico-cirúrgicos.

Denominado de “ARTHUR – 3D Dentofacial Surgery Full Planning”, o projeto – que conquistou o financiamento de cerca de 800 mil euros no âmbito do programa Portugal 2020 – é liderado pelas empresas CODI e Instituto Português da Face e conta também com a participação da Universidade de Aveiro. O objetivo passa pelo desenvolvimento de uma plataforma capaz de prever, de forma foto-realista, o impacto real na máscara facial do paciente (tecidos moles) das possíveis alterações a efetuar a nível de estrutura óssea e dentes (tecidos duros). 

“Este projeto de desenvolvimento tecnológico surgiu de uma ideia do Dr. David Sanz (cirurgião maxilo-facial que então exercia no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra-CHUC), que decidiu desenvolvê-la connosco, devido à longa e profícua relação entre o Instituto de Ortodontia da FMUC e o serviço de cirúrgia maxilo-facial do CHUC, na prestação de serviços médicos à comunidade”, explica Francisco Vale. “O projeto tem o nome de ‘Arthur’, em memória do ex-Diretor do Serviço de Cirurgia Maxilo-Facial do CHUC, Dr. Artur Ferreira”, acrescenta.

Francisco do Vale, diretor do Instituto de Ortodontia, fará o acompanhamento dos doentes submetidos a tratamento ortodôntico-cirúrgico e coordenará os procedimentos clínicos necessários à obtenção dos modelos virtuais. Por sua vez, Francisco Caramelo, investigador do Laboratório de Bioestatística e Informática Médica do iCBR, ajudará desenvolver os procedimentos técnicos para aumentar o rigor científico na execução do projeto. “O LBIM tem larga experiência na criação de modelos estatísticos e na sua validação, assim como tem competências na área da imagem médica fundamental”, nota Francisco Caramelo.

O objetivo principal do projeto Arthur é “contribuir eficazmente para o tratamento de doenças e deficiências faciais, congénitas ou adquiridas, ou outras situações que levem à deformação facial”, aponta Francisco do Vale. Mas a nova plataforma também poderá abrir outras possibilidades: “Ao integrar de forma precisa e realista a imagem tridimensional dos ossos da face de um individuo, poderão ser criados modelos virtuais para posterior aplicação noutros ramos da medicina, que vão desde a cirurgia estética até à medicina forense”, conclui Francisco Caramelo.